Estratégia não é lista de tarefas
A palavra estratégia anda gasta. Todo mundo diz que tem uma, e muitas vezes o que existe é um plano de ações, um orçamento ou uma lista de metas bonitas coladas na parede. Jogar para Vencer começa tirando esse véu: estratégia é a escolha de onde competir e de como ganhar, e escolher significa abrir mão do resto. Essa clareza evita o desgaste de reuniões em que cada um entende a estratégia de um jeito.
O livro foi escrito por duas pessoas que viram isso de perto. A. G. Lafley comandou a Procter & Gamble, gigante de produtos de consumo, por mais de uma década. Roger Martin é consultor e foi reitor de uma escola de negócios no Canadá. Juntos, eles contam como transformar essa ideia em método.
O recado de abertura é que ganhar ou perder o jogo depende de um conjunto de decisões ligadas entre si, e não de frases inspiradoras. Quem foge dessas decisões acaba fazendo um pouco de tudo e sendo bom em nada.
Ao longo da leitura, a sensação é de que o livro devolve ao leitor o direito de escolher. Estratégia deixa de ser um mistério reservado a consultores caros e passa a ser uma conversa que qualquer time organizado consegue ter.
