15 minutos
Capa do resumo de Posicionamento: A Batalha por Sua Mente

Negócios · 15 min

Posicionamento: A Batalha por Sua Mente

Al Ries e Jack Trout · 1981

Para quem é

Pra quem tem um negócio pequeno, uma marca pessoal ou um produto novo e sente que está gritando mais alto sem crescer na lembrança do cliente. O livro ajuda a entender por que ser bom não basta se ninguém souber em que gaveta te colocar.

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3 ideias pra levar

1

Concorrer de frente contra quem já é o primeiro numa categoria é brigar contra a memória do cliente, não só contra o produto dele.

2

Um negócio pequeno que tenta agradar todo mundo geralmente não ocupa gaveta nenhuma na cabeça de ninguém.

3

Simplificar demais a própria mensagem parece perda, mas é o único jeito de sobrar espaço na cabeça de um cliente distraído.

“
Ninguém compra o produto que você tem, compra a ideia que sobrou dele na cabeça depois que você saiu da sala.
Uma ideia de Posicionamento: A Batalha por Sua Mente, nas palavras do 15 minutos

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A cabeça do cliente é o campo de batalha

O livro foi escrito por dois publicitários americanos no fim dos anos 1970, numa época em que a pessoa comum já era bombardeada por milhares de anúncios por dia, muito antes de existir internet ou celular. A ideia central deles incomodava o mercado: vencer não é melhorar o produto, é ganhar espaço na cabeça de quem compra.

O livro batizou esse cenário de sociedade sobrecomunicada: a mente humana recebe estímulo demais pra guardar tudo, então ela filtra quase tudo e só guarda o que já faz sentido com o que já está lá dentro. É por isso que você rola o feed do Instagram por minutos seguidos e, na hora de lembrar, sobram só duas ou três marcas.

O trabalho de quem vende não é gritar mais alto com mais anúncio ou mais texto explicando o produto. É entender em que gaveta a cabeça do cliente já decidiu te colocar, antes mesmo de você abrir a boca, e entrar direto nela em vez de brigar contra ela.

A escada mental: por que ninguém lembra da marca número cinco

O livro chama isso de escada mental: pra cada categoria de produto, a cabeça monta uma escada curta, com poucos degraus, quase sempre dois ou três nomes. Pergunte pra alguém qual marca de refrigerante de cola vem à cabeça primeiro: quase sempre aparecem duas, e o resto do mercado inteiro disputa o espaço que sobra.

Isso vale pra qualquer categoria, incluindo negócio pequeno de bairro. Pense na padaria mais perto de casa: quase todo mundo tem só duas ou três na cabeça, mesmo morando numa rua cheia delas. As outras existem, cobram, entregam, mas não moram na escada de ninguém.

A pergunta que todo dono de negócio devia se fazer não é se o produto é bom, e sim em que degrau, de qual categoria, ele quer morar na cabeça do cliente. Sem essa resposta, o esforço de divulgação vira ruído genérico competindo por um espaço que nem foi escolhido direito.

Ser o primeiro na cabeça vale mais que ser melhor

A tese mais forte do livro é que, numa categoria nova, a marca que entra primeiro na cabeça do cliente tende a ficar no topo da escada por muito tempo, mesmo quando aparece depois um concorrente tecnicamente melhor. A cabeça humana lembra com mais força de quem chegou primeiro do que de quem é mais competente hoje. Sem ocupar um degrau claro, o produto vira commodity, competindo só por preço.

Um exemplo fácil de sentir no Brasil é o do banco digital: o primeiro aplicativo que virou sinônimo de conta sem tarifa ficou marcado nessa posição, mesmo com concorrentes depois oferecendo taxa igual ou menor. Concorrer de frente contra quem já é o primeiro numa categoria consolidada é a briga mais cara que existe, porque você compete contra a memória, não só contra o produto.

A saída, segundo o livro, não é tentar ser melhor no mesmo degrau, e sim abrir uma categoria nova onde dá pra ser o primeiro. Um pequeno negócio pode fazer isso em escala menor: em vez de tentar ser o melhor açougue da cidade, vira o primeiro açougue que entrega a carne já picada e pronta pro churrasco de sábado no grupo do prédio.

Faltam 11 seções e o quiz

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Sobre Al Ries e Jack Trout

Al Ries e Jack Trout eram publicitários americanos que trabalhavam juntos quando começaram a defender a ideia de posicionamento, publicada pela primeira vez numa série de artigos na revista Advertising Age no começo dos anos 1970. Em 1981 transformaram o conceito no livro Posicionamento: A Batalha por Sua Mente, um dos textos mais influentes da história do marketing. Os dois voltaram a assinar juntos, mais tarde, o livro As 22 Consagradas Leis do Marketing, de 1993, antes de seguirem carreiras separadas em consultoria, Ries ao lado da filha Laura Ries, e Trout à frente da própria empresa.