A cabeça do cliente é o campo de batalha
O livro foi escrito por dois publicitários americanos no fim dos anos 1970, numa época em que a pessoa comum já era bombardeada por milhares de anúncios por dia, muito antes de existir internet ou celular. A ideia central deles incomodava o mercado: vencer não é melhorar o produto, é ganhar espaço na cabeça de quem compra.
O livro batizou esse cenário de sociedade sobrecomunicada: a mente humana recebe estímulo demais pra guardar tudo, então ela filtra quase tudo e só guarda o que já faz sentido com o que já está lá dentro. É por isso que você rola o feed do Instagram por minutos seguidos e, na hora de lembrar, sobram só duas ou três marcas.
O trabalho de quem vende não é gritar mais alto com mais anúncio ou mais texto explicando o produto. É entender em que gaveta a cabeça do cliente já decidiu te colocar, antes mesmo de você abrir a boca, e entrar direto nela em vez de brigar contra ela.
