A curva que dá nome ao livro
Imagine um gráfico simples: no lado esquerdo ficam os produtos mais vendidos de todos, do disco mais tocado ao livro mais lido, empilhados em ordem decrescente de vendas. No lado direito, esticando a régua até quase o infinito, ficam milhões de itens que quase ninguém comprou, um por um. Ligando os dois lados, uma linha que despenca rápido no começo e depois se arrasta baixinho por um espaço enorme. Essa linha baixinha e comprida é a cauda longa que dá nome ao livro.
A ideia central de Chris Anderson é simples de enunciar e forte na prática: quando o custo de manter um produto disponível cai perto de zero, a soma de tudo que está nessa cauda comprida pode pesar tanto quanto, ou mais, do que os poucos sucessos do início da curva. Não é sobre abandonar o hit, é sobre perceber que existe um segundo mercado escondido embaixo dele.
Esse segundo mercado sempre existiu: gente com gosto esquisito sempre comprou coisa esquisita. O que mudou não foi o gosto das pessoas, foi a viabilidade de vender pra elas. Antes da internet, alcançar esse público custava caro demais pra valer a pena. Depois, deixou de custar.
