O fio da história, sem medo de spoiler (o livro tem mais de cento e trinta anos)
Os Maias começa com Afonso da Maia, um patriarca que já enterrou dor demais antes mesmo do romance abrir, e que decide criar o filho Pedro longe da vida pública, cercado de cuidado e de livros. Pedro cresce sensível e se apaixona perdidamente por Maria Monforte, mulher cercada de rumores que a família não aprova.
O casamento não dura: Maria Monforte abandona Pedro, foge com um homem estrangeiro e leva a filha do casal junto. Pedro, destroçado, tira a própria vida. É um capítulo curto do livro, mas pesado, e a gente avisa antes: se esse assunto te machuca de perto, o CVV atende de graça pelo número 188, qualquer hora do dia.
O neto, Carlos da Maia, cresce com o avô Afonso, primeiro na quinta de Santa Olávia, depois no Ramalhete, casa da família em Lisboa. Vira médico e boêmio de vocação, ao lado do amigo João da Ega. Um dia conhece Maria Eduarda, mulher aparentemente casada, e se apaixona sem freio.
A reviravolta chega quando um agiota chamado Guimarães conta a Ega, sem saber o peso do que está dizendo, que Maria Eduarda é a filha que Maria Monforte levou ao fugir décadas antes: ela é irmã de Carlos, filha do mesmo pai. Carlos descobre a verdade, ainda assim passa mais uma noite com ela, o avô morre de desgosto, e o livro fecha dez anos depois com os dois amigos correndo atrás de um bonde apelidado o Americano.
