Um ano de experimento: dá pra treinar a felicidade?
Gretchen Rubin era advogada de formação e escritora por vocação quando decidiu, num dia comum de metrô em Nova York, que sua vida já estava boa mas podia render mais satisfação no dia a dia. Não tinha nenhuma crise grande batendo à porta, só aquela sensação de estar sempre ocupada sem sentir que os dias somavam alguma coisa. Foi daí que nasceu a ideia de passar um ano inteiro testando mudanças pequenas, mês a mês, num experimento pessoal registrado num diário.
A proposta não era mudar de emprego, de cidade ou de casamento. Era pegar a vida que ela já tinha, com trabalho estável, filhas pequenas e marido, e ajustar hábitos concretos: dormir cedo, guardar rancor por menos tempo, elogiar mais, reclamar menos. No Brasil é a mesma lógica de quem tem carteira assinada, aluguel pago em dia e família por perto, mas ainda assim sente que vive no piloto automático, sem saber direito o que falta.
Cada um dos doze meses do livro ganhou um tema, o corpo, o casamento, o trabalho, os filhos, o dinheiro, entre outros, e dentro dele resoluções pequenas testadas na prática, não promessas vagas de ano novo. É esse formato, mês a mês, tarefa concreta por vez, que sustenta o livro inteiro e que a gente vai seguir aqui.
