15 minutos
Capa do resumo de Os Seis Pilares da Autoestima

Desenvolvimento pessoal · 15 min

Os Seis Pilares da Autoestima

Nathaniel Branden · 1994

Para quem é

Pra quem vive se cobrando demais, aceita desaforo calado ou nunca sente que é bom o bastante no trabalho ou na relação. Este livro ajuda a entender por que a autoestima não nasce de elogio alheio, e sim de hábitos que dá pra treinar todo dia.

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3 ideias pra levar

1

Autoestima não é o que os outros dizem de você no grupo do zap, é o que você mesmo pratica quando ninguém está olhando.

2

Quem terceiriza toda culpa pro chefe, pro governo ou pro destino nunca sobra espaço pra crescer, porque também terceirizou o poder de mudar.

3

Dizer não pro que te machuca é tão parte da autoestima quanto dizer sim pro que te fortalece.

“
Ninguém nasce com autoestima pronta, mas todo adulto pode treinar ela a partir de hoje, não importa a infância que teve.
Uma ideia de Os Seis Pilares da Autoestima, nas palavras do 15 minutos

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O que autoestima realmente significa

Autoestima não é sinônimo de se achar o máximo. Segundo Branden, ela tem duas pernas: a confiança de que você consegue pensar, aprender e lidar com os desafios da vida, e o sentimento de que você merece ser feliz e tratado com respeito. Falta uma das pernas e a coisa manca, mesmo que por fora pareça segurança.

Pensa no colega que ganha salário mínimo, paga aluguel na hora certa e, mesmo apertado, não deixa ninguém pisar nele no trabalho. Isso é autoestima funcionando, mesmo sem dinheiro sobrando. E pensa também naquele conhecido rico que trata todo mundo mal e não aguenta ouvir um não: por fora parece confiante, por dentro só está compensando um vazio.

Por isso o livro trata autoestima como prática diária, não como traço de personalidade fixo que você tem ou não tem. Dá pra treinar, igual músculo, com escolhas pequenas repetidas todo dia.

Autoestima não é vaidade nem autoelogio

Tem gente que confunde autoestima com postar foto de academia toda semana ou repetir frase de efeito no status do zap. Branden é claro: autoestima genuína não precisa de plateia. Ela aparece na hora em que você toma uma decisão difícil sozinho, sem ninguém pra aplaudir.

O oposto disso é o narcisismo: uma imagem inflada que depende o tempo todo de elogio alheio pra se sustentar. Tira o elogio e a pessoa desmorona, porque nunca construiu confiança de verdade, só uma casca bonita por cima de insegurança.

A diferença prática é simples: quem tem autoestima aceita crítica sem se sentir destruído. Quem só tem imagem inflada trata qualquer questionamento como ataque pessoal.

Pilar 1: viver conscientemente

O primeiro pilar é prestar atenção no que está de fato acontecendo, dentro e fora de você, em vez de viver no piloto automático. É reparar que o boleto venceu antes que vire dívida, e reparar que você está exausto antes que vire crise.

Viver conscientemente também é admitir fatos incômodos: o emprego não vai melhorar sozinho, a relação está desgastada, o corpo está pedindo descanso. Fingir que não vê o problema não faz ele sumir, só adia o preço.

Na prática, é o oposto de passar o dia checando rede social no automático. É perguntar, de vez em quando: o que estou evitando olhar de frente agora?

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Sobre Nathaniel Branden

Nathaniel Branden (1930-2014) foi um psicoterapeuta canadense radicado nos Estados Unidos, reconhecido como um dos pioneiros no estudo da autoestima dentro da psicologia. Na juventude teve proximidade pessoal e intelectual com a filósofa Ayn Rand, período em que ajudou a divulgar o objetivismo nos Estados Unidos. Depois seguiu carreira própria como psicoterapeuta e escreveu diversos livros sobre autoestima, entre eles Os Seis Pilares da Autoestima, publicado em 1994.