15 minutos
Capa do resumo de Sobre a Escrita: Uma Autobiografia da Arte

Desenvolvimento pessoal · 15 min

Sobre a Escrita: Uma Autobiografia da Arte

Stephen King · 2000

Para quem é

Pra quem quer escrever melhor no dia a dia, seja ficção, e-mail de trabalho ou post de rede social, e também pra quem gosta de biografia dura sobre superar vício e um acidente quase fatal. Serve tanto pra quem sonha com o primeiro livro quanto pra quem só quer parar de reler três vezes um e-mail antes de conseguir mandar.

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3 ideias pra levar

1

Rejeição não é sinal de que você deve parar de escrever, é só a etapa mais chata do processo, que quase todo mundo que publica também atravessou.

2

Trocar advérbio e voz passiva por verbo direto deixa qualquer texto de trabalho mais fácil de entender numa leitura só, sem precisar reler duas vezes.

3

Uma rotina curta e repetida todo dia rende mais, ao longo de um ano, do que esperar um dia de inspiração cheia que raramente chega sozinho.

“
Escrever com a porta fechada dá liberdade pra errar; só na porta aberta, com outro leitor, o texto vira alguma coisa pronta de verdade.
Uma ideia de Sobre a Escrita: Uma Autobiografia da Arte, nas palavras do 15 minutos

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Uma infância pobre e cheia de histórias no Maine

King nasceu numa família que se desfez cedo: o pai saiu de casa pra comprar cigarro e nunca mais voltou, deixando a mãe sozinha pra criar dois filhos com o salário curto de empregos temporários. A casa mudava de cidade com frequência, sempre atrás de um trabalho que pagasse as contas até o fim do mês.

Nesse tipo de infância, sem dinheiro pra brinquedo e sem TV boa parte do tempo, ler virou a diversão mais barata da casa: gibi emprestado, livro de biblioteca, qualquer coisa que enchesse a hora vaga. Foi lendo tanta história de terror barata que ele decidiu, ainda garoto, que queria inventar as próprias.

A mãe incentivava a escrita mesmo sem entender bem aquele gosto por monstro e fantasma: pagava uma moedinha pelos primeiros contos que o filho datilografava, um jeito caseiro de dizer que aquilo tinha valor. Foi o primeiro cachê da carreira, e também a primeira prova de que escrever podia ser levado a sério.

O caderno de rejeições pregado na parede

Antes de vender qualquer coisa, King colecionava carta de recusa de revista atrás de revista, sempre com aquele aviso educado e definitivo de que o texto não servia. Em vez de esconder a vergonha, ele pregava cada carta num prego na parede do quarto, até formar uma pilha grossa de papel.

A ideia por trás do gesto era simples: transformar rejeição em rotina normal do ofício, não em prova de fracasso pessoal. Quem escreve relatório pro chefe ou manda proposta de trabalho conhece bem esse sentimento de ver o texto devolvido com corte; a diferença é decidir se aquilo vira desistência ou apenas mais um rascunho a corrigir.

Anos depois, já publicado, ele contava que o prego ficou pequeno pra aguentar o peso das recusas, e precisou trocar por um gancho maior. O detalhe engraçado esconde um conselho sério: quem publica muito, publica depois de errar muito.

Como o vício foi tomando conta sem ele perceber

Durante boa parte dos anos 1970 e 1980, enquanto escrevia alguns dos livros mais lidos da carreira, King bebia pesado e usava cocaína quase todo dia, muitas vezes escondendo garrafa vazia debaixo do banco do carro pra família não perceber o tamanho do problema.

O relato é honesto sobre um detalhe incômodo: várias dessas obras famosas nasceram sob efeito de substância, e por muito tempo ele mesmo acreditava que precisava daquele estado alterado pra escrever bem. É um mito perigoso, porque mistura talento real com desculpa pra manter o hábito.

A dependência química cresceu do jeito que costuma crescer: aos poucos, sem um dia exato em que virou problema, só uma sequência de 'só hoje' que emendava um no outro. Quando finalmente enxergou o tamanho do buraco, já tinha meses de memória apagada sobre a própria rotina.

Faltam 11 seções e o quiz

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Sobre Stephen King

Stephen King nasceu em Portland, no estado americano do Maine, em 1947, e é um dos autores mais lidos do mundo, com romances de terror e suspense como Carrie, It e O Iluminado. Ele enfrentou anos de dependência de álcool e cocaína antes de conseguir ficar sóbrio, ainda na década de 1980. Em 1999, foi atropelado por uma van perto de casa e sofreu ferimentos graves que o deixaram meses em recuperação. É casado com a também escritora Tabitha King.