15 minutos
Capa do resumo de A Sutil Arte de Ligar o F*da-se

Desenvolvimento pessoal · 15 min

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se

Mark Manson · 2016

Para quem é

Pra você que está cansado da cobrança de ser positivo e feliz o tempo todo e quer um jeito mais realista de escolher com o que se preocupar. Serve a quem gosta de humor ácido e prefere conversa franca a frase motivacional.

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3 ideias pra levar

1

Segundo o livro, aceitar que a maioria das pessoas é comum, você incluído, tira a pressão de ser extraordinário e libera energia pra praticar o que importa.

2

Para o autor, nem tudo que acontece com você é culpa sua, mas a reação é responsabilidade sua, e é aí que mora o poder de mudar.

3

Um não bem dado dá valor ao sim: compromisso só tem sentido quando você abriu mão de outras opções.

“
A pressão para estar bem o tempo todo cria uma segunda dor: a de achar que sentir tristeza é defeito.
Uma ideia de A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, nas palavras do 15 minutos

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Um título provocador e um best-seller improvável

Mark Manson lançou o livro em 2016, depois de anos escrevendo em blog sobre relacionamentos e vida. Virou best-seller mundial, vendeu milhões de cópias e apareceu até em livraria de aeroporto no Brasil, com o asterisco no palavrão virando piada.

Apesar da capa debochada, é um livro de autoajuda que faz a promessa contrária à do gênero. Em vez de ensinar a pensar positivo e querer tudo, ele propõe aceitar que a vida tem limites e escolher bem onde gastar a sua atenção.

A tese central é que o problema não é se importar pouco, e sim se importar demais com o que não merece. Pense na sua atenção como o salário do mês: se você paga boleto de tudo que aparece, falta dinheiro pro que importa. A pergunta passa a ser com o que vale a pena se preocupar.

A busca constante pelo positivo vira armadilha

O primeiro capítulo parte de um paradoxo: quanto mais você corre atrás de se sentir bem o tempo todo, pior tende a ficar. Querer muito uma vida perfeita lembra o tempo inteiro o que falta, e a falta vira sofrimento. O autor usa o escritor Charles Bukowski como símbolo de alguém que aceitava ser imperfeito e, justamente por isso, tinha liberdade pra criar.

No dia a dia, é o sujeito que posta vida incrível nas redes e se sente vazio no ônibus de volta pra casa. A pressão de estar sempre animado cria uma segunda dor, a de se achar defeituoso por sentir tristeza, que é um sentimento normal.

Aceitar o negativo como parte do pacote tira um peso enorme. Você deixa de brigar com o que sente e passa a decidir o que fazer com isso.

Felicidade é uma lista de problemas bem escolhidos

Para Manson, a vida não é uma sequência de problemas que um dia acaba. Resolveu a conta atrasada, aparece o conserto da moto. Terminou a faculdade, chega a dor de procurar emprego. Esperar um estágio sem problema nenhum é receita de frustração.

Por isso, o autor defende que a felicidade vem de resolver problemas, e não de eliminá-los. A pergunta útil não é como ficar sem dor, e sim que tipo de problema você quer ter. Quem sonha com um negócio próprio escolhe lidar com incerteza e clientes chatos. Quem prefere a carteira assinada escolhe lidar com chefe e teto salarial.

Nenhuma opção é de graça. Maturidade, nessa leitura, é escolher com clareza os problemas pelos quais vale a pena brigar, e fazer as pazes com o preço.

Um bom teste: pergunte a si mesmo qual dor você aguenta pagar por mais tempo, e escolha a vida que a inclui em vez de fingir que ela não existe.

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Sobre Mark Manson

Mark Manson é um escritor e blogueiro americano, nascido em 1984. Estudou na Universidade de Boston e começou escrevendo na internet sobre relacionamentos e comportamento. Publicou o livro Models em 2011, antes de ganhar fama mundial com A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, em 2016. Mais tarde lançou Tudo É Uma Merda, de 2019.

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