15 minutos
Capa do resumo de Originais: Como os Inconformistas Mudam o Mundo

Desenvolvimento pessoal · 15 min

Originais: Como os Inconformistas Mudam o Mundo

Adam Grant · 2016

Para quem é

Pra você que sente vontade de propor algo diferente no trabalho, em casa ou no bairro, mas trava na hora de falar por medo do que vão pensar. Originais ensina que essa hesitação é normal, e que dá pra agir apesar dela, com estratégia.

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3 ideias pra levar

1

Sentir medo antes de propor uma ideia nova não é sinal de despreparo, é sinal de que você está levando o risco a sério.

2

Quantidade de ideias, inclusive as ruins, aumenta a chance real de chegar numa solução que ninguém tinha pensado.

3

Questionar uma regra em casa ou no trabalho custa menos quando você já tem outra fonte de renda ou apoio pra se sustentar enquanto negocia a mudança.

“
Quem chega depois, corrigindo o erro de quem chegou primeiro, muitas vezes fica com a fatia mais lucrativa da história.
Uma ideia de Originais: Como os Inconformistas Mudam o Mundo, nas palavras do 15 minutos

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Ser original não é dom de nascença

A ideia de que eu não nasci criativo é uma desculpa confortável. O que separa quem propõe algo novo de quem só reclama em silêncio não é um talento raro, é a disposição de agir mesmo sentindo o mesmo medo que todo mundo sente. Ser original aqui não quer dizer gênio isolado numa garagem, quer dizer alguém que questiona o status quo e tenta um jeito diferente, mesmo sem garantia nenhuma de que vai dar certo.

Pesquisas mostram que a maioria das pessoas enxerga um problema no trabalho, no condomínio, no grupo de WhatsApp da rua, e engole a crítica porque parece mais seguro do que se expor. Original é quem transforma esse incômodo em proposta concreta, mesmo com a voz tremendo na hora de falar.

Isso muda a pergunta que vale se fazer: não é eu tenho a personalidade certa pra isso, e sim eu estou disposto a correr o risco pequeno de parecer chato pra tentar melhorar algo que incomoda todo mundo ao meu redor.

A procrastinação que vira vantagem estratégica

Adiar tarefa costuma ter fama de defeito, mas segurar uma ideia por um tempo, sem sair executando na hora, dá espaço pra ela amadurecer e incorporar caminhos que a pressa não deixaria enxergar. Quem entrega o primeiro rascunho de cara tende a repetir a solução óbvia, quem deixa a ideia descansar um pouco costuma voltar com uma versão mais original.

Isso não é sinônimo de procrastinar sem propósito até o prazo estourar de vez. É reservar de caso pensado uma pausa entre a primeira ideia e a execução final, deixando a cabeça trabalhar por baixo enquanto você cuida de outra coisa.

Um exemplo do dia a dia: quem escreve a mensagem difícil pro grupo do condomínio de uma vez, no calor da raiva, quase sempre erra a mão. Quem escreve, guarda um dia e relê antes de mandar, comunica melhor e evita treta boba.

Gerar muita ideia ruim até achar uma boa

A primeira ideia que vem à cabeça costuma ser a mais óbvia, porque é a mais fácil de puxar da memória. Ser original de verdade não é ter um lampejo único de genialidade, é produzir um volume grande de ideias, várias delas fracas, até sobrar uma que realmente surpreende.

Isso exige tolerar a sensação desconfortável de propor coisa ruim na frente dos outros. Quem trava de medo de sugerir algo bobo acaba nunca chegando na ideia boa que vinha dez tentativas depois.

Na prática, isso serve pra qualquer reunião de trabalho ou conversa de família sobre resolver um problema: quanto mais opção sobre a mesa, maior a chance de aparecer uma solução que ninguém tinha pensado ainda. Um grupo que solta cinco ideias tímidas costuma travar na primeira; um grupo que solta trinta, boa parte descartável, tem muito mais chance de topar com a rota que ninguém tinha enxergado de cara.

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Sobre Adam Grant

Adam Grant é psicólogo organizacional americano e professor da Wharton School, na Universidade da Pensilvânia. É autor de outros livros sobre comportamento e trabalho, como Dar e Receber e Pense de Novo, e apresenta o podcast WorkLife. Também já colaborou como colunista de psicologia aplicada ao trabalho em veículos como o New York Times.