Ser original não é dom de nascença
A ideia de que eu não nasci criativo é uma desculpa confortável. O que separa quem propõe algo novo de quem só reclama em silêncio não é um talento raro, é a disposição de agir mesmo sentindo o mesmo medo que todo mundo sente. Ser original aqui não quer dizer gênio isolado numa garagem, quer dizer alguém que questiona o status quo e tenta um jeito diferente, mesmo sem garantia nenhuma de que vai dar certo.
Pesquisas mostram que a maioria das pessoas enxerga um problema no trabalho, no condomínio, no grupo de WhatsApp da rua, e engole a crítica porque parece mais seguro do que se expor. Original é quem transforma esse incômodo em proposta concreta, mesmo com a voz tremendo na hora de falar.
Isso muda a pergunta que vale se fazer: não é eu tenho a personalidade certa pra isso, e sim eu estou disposto a correr o risco pequeno de parecer chato pra tentar melhorar algo que incomoda todo mundo ao meu redor.
