O vício de deixar pra depois
Todo mundo conhece a cena: o prazo está chegando, a tarefa importante está aberta na tela e, sem perceber, você já está olhando o celular, arrumando a gaveta ou respondendo mensagem que podia esperar. Petr Ludwig parte dessa experiência comum pra dizer que procrastinar não é preguiça de caráter, e sim um padrão de comportamento que pode ser entendido e mudado.
O livro define a procrastinação como adiar de forma irracional algo que você sabe que deveria fazer, mesmo prevendo que o adiamento vai trazer prejuízo. O ponto está na palavra irracional: se você adia porque tem um motivo bom, isso é só priorizar. Procrastinar é adiar contra o seu próprio interesse.
Esse problema não fica restrito a estudante em véspera de prova. Ele aparece na declaração de imposto deixada pra última hora, na consulta médica que nunca é marcada e no currículo desatualizado há anos.
