Uma experiência que deu certo na Nova Zelândia
Alex Soojung-Kim Pang abre o livro com uma história que ajudou a popularizar o tema. Em 2018, uma empresa neozelandesa de gestão de patrimônio e testamentos, a Perpetual Guardian, testou com seus funcionários uma semana de quatro dias pagando o mesmo salário de cinco. O dono, Andrew Barnes, queria saber se as pessoas conseguiriam entregar o mesmo em menos tempo.
O resultado, segundo relatos da época, foi animador: a empresa afirmou que a produtividade se manteve, o estresse caiu e o ânimo subiu. O caso virou notícia no mundo todo e abriu o debate sobre se a jornada de trabalho padrão é uma lei natural ou apenas um costume herdado.
Pang usa esse episódio para propor a pergunta que organiza o livro: e se trabalhar menos, com salário igual, não for um sonho, mas uma decisão de desenho de trabalho que dá para testar?
Vale imaginar a cena no Brasil: uma empresa de contabilidade em cidade média propõe que a equipe trabalhe de segunda a quinta, com sexta livre, durante dois meses. A condição é manter os prazos dos clientes. Em vez de dizer sim ou não de pronto, a diretoria combina indicadores, escuta o time e define uma data para avaliar.
