Anotar não é arquivar, é pensar
Quase todo mundo já passou por isso: grifa o livro inteiro de amarelo, tira foto dos slides, salva vinte artigos para ler depois e, na hora de escrever o trabalho, a cabeça está em branco. Sönke Ahrens começa por esse incômodo. Para ele, o problema não é falta de disciplina nem de talento, mas o jeito como a maioria organiza o estudo.
A tese do livro é direta: escrever não é o final do trabalho intelectual, é o meio pelo qual ele acontece. Quem só junta material e deixa a escrita para o fim está adiando justamente a parte que faz o pensamento avançar. Anotar de forma inteligente significa transformar o que você lê em ideias suas, ligadas a outras ideias, desde o primeiro dia.
