Por que Covey escreveu um oitavo hábito quinze anos depois
Os 7 Hábitos ensinava a ser eficaz: organizar a agenda, cumprir o combinado, tratar bem quem está por perto. O problema, que Covey percebeu depois de quinze anos treinando empresas, é que eficácia virou o mínimo esperado, não mais um diferencial. Um caixa de supermercado que bate meta, um motorista de aplicativo que cumpre rota: todo mundo já é eficaz, e mesmo assim sente que falta alguma coisa.
Esse livro nasce dessa lacuna. Eficácia resolve o problema de fazer certo aquilo que precisa ser feito; grandeza é outra pergunta, sobre o que aquele trabalho significa pra quem faz e pra quem recebe o resultado. Dá pra ser eficaz a carreira inteira e ainda se aposentar sentindo que passou trinta anos apagando incêndio de outra pessoa, sem nunca ter contribuído com nada que só você poderia ter entregado.
Covey chama isso de vazio da era industrial: um jeito de organizar trabalho que nasceu pra controlar corpo e tempo de operário de fábrica, e que sobreviveu até hoje, mesmo num mundo onde a maior parte do valor vem da cabeça e do coração de quem trabalha, não só das mãos.
