Uma gangorra dentro da cabeça
Imagine uma gangorra de parquinho. De um lado fica o prazer, do outro a dor. Quando você come um brigadeiro, assiste a um vídeo engraçado ou recebe uma notificação boa no celular, a gangorra pende para o lado do prazer. A tese central do livro é que o cérebro não aguenta ficar inclinado por muito tempo: ele corre para recolocar a gangorra no meio.
Esse ajuste automático se chama homeostase, e funciona como o termostato de casa. Esquentou demais, o ar-condicionado liga. Esfriou, o aquecedor entra. A autora, uma psiquiatra que atende pessoas com vício há muitos anos, usa essa imagem para explicar por que o mesmo prazer, repetido várias vezes, deixa de dar o mesmo efeito e começa a cobrar um preço.
