15 minutos
Capa do resumo de Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal

Psicologia · 15 min

Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal

Allan e Barbara Pease · 2004

Para quem é

Pra você que quer melhorar a comunicação em entrevistas, vendas, reuniões e relacionamentos. Serve também a quem tem curiosidade sobre o que os gestos dizem e quer separar o que é útil do que é mito.

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3 ideias pra levar

1

Um aperto de mão firme, na vertical e com olhar direto, ajuda a abrir uma conversa com o pé direito.

2

Imitar de leve o ritmo e a postura de quem fala com você tende a gerar simpatia, desde que seja sutil.

3

O mesmo gesto muda de sentido de um lugar para outro, e viajar exige cuidado com o próprio dicionário.

“
Um braço cruzado pode ser defesa, mas também pode ser frio, hábito ou cansaço.
Uma ideia de Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal, nas palavras do 15 minutos

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A conversa que acontece sem palavras

Antes de dizer qualquer coisa, você já disse muito. A postura de quem entra numa sala, o olhar que desvia, a mão que se esconde no bolso: tudo isso é lido pelos outros em segundos. Allan e Barbara Pease escreveram o livro para ensinar a ler e usar esse idioma silencioso.

A tese deles é que, numa conversa, boa parte do impacto vem do que não é falado. Os autores citam estudos e estimativas que atribuem ao não verbal algo entre sessenta e oitenta por cento do efeito de uma comunicação. Mais adiante, a seção de crítica volta a esse número, porque ele costuma ser mal compreendido.

Mesmo com ressalvas, a ideia de fundo é sólida: o corpo comunica, o tempo todo, queira você ou não. Quem presta atenção percebe, numa reunião, quem está entediado, quem discorda em silêncio e quem só espera a vez de falar.

Leia em grupo, nunca um gesto solto

A primeira regra do livro é que um gesto isolado quase não prova nada. Cruzar os braços pode ser defesa, mas também pode ser frio, hábito ou simplesmente conforto. O que importa são os conjuntos de sinais que apontam na mesma direção.

Imagine alguém que cruza os braços, desvia o olhar, recua o tronco e responde com poucas palavras. Aí o conjunto começa a contar uma história coerente de desconforto. Cada sinal reforça os outros, e a leitura fica menos arriscada.

A segunda regra é olhar o contexto. Um homem de braços cruzados no ponto de ônibus em dia de vento frio provavelmente só está com frio. A mesma postura numa negociação tensa pede outra interpretação. Sem o cenário, o gesto perde o sentido.

Quando corpo e palavra não combinam

Os autores chamam de congruência o acordo entre o que se diz e o que o corpo mostra. Quando a pessoa diz 'estou ótimo' com a voz fraca, os ombros caídos e o olhar no chão, o corpo desmente a frase, e quem escuta tende a acreditar no corpo.

Essa incongruência é uma das pistas mais úteis do livro. Ela não diz o que a pessoa está sentindo, mas indica que vale perguntar mais. Um colega que jura que está tranquilo, mas está com o maxilar travado, talvez precise de uma conversa sem pressa.

Vale também para você. Se o discurso diz 'estou aberto a sugestões' enquanto o corpo se afasta e franze a testa, o time vai acreditar no corpo. Alinhar o que se diz com o que se expressa é uma das formas mais simples de ganhar confiança.

Quem trabalha com persuasão sabe disso há muito tempo. Um pedido de desculpas dito com sorriso no canto da boca soa irônico, e uma crítica feita com voz suave e olhar tranquilo é recebida melhor do que a mesma frase dita com cara fechada. O tom e o rosto fazem metade do trabalho.

Faltam 11 seções e o quiz

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Sobre Allan e Barbara Pease

Allan e Barbara Pease são autores australianos que trabalham com comunicação e relacionamentos. Allan escreveu um primeiro livro sobre linguagem corporal em 1981. Juntos, publicaram best-sellers como Why Men Don't Listen and Women Can't Read Maps, de 1998, e este título, de 2004. Dão palestras e treinamentos em vários países sobre persuasão e comunicação.

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Categoria:
Psicologia
Faz parte das Jornadas:
Falar e convencer