Três jeitos de lidar com o outro no trabalho
Segundo o psicólogo organizacional Adam Grant, cada pessoa desenvolve um estilo preferido de troca quando interage com colegas, clientes e chefes: o doador, que naturalmente oferece tempo, contato ou ajuda sem cobrar retorno imediato; o tomador, que mede cada favor pelo que pode ganhar com ele; e o trocador, que tenta manter as contas emocionais sempre equilibradas, ajudando na mesma medida em que é ajudado.
Pense no grupo de WhatsApp do prédio ou do bairro: sempre tem alguém que avisa sobre o cano estourado, empresta a furadeira e ainda pergunta se está todo mundo bem, sem esperar nada em troca. Esse é o doador. No mesmo grupo, tem quem só aparece pra pedir indicação de encanador barato e nunca responde quando alguém precisa de ajuda: esse é o tomador clássico.
A maioria das pessoas não é pura em nenhum estilo: no trabalho, agimos de um jeito; em casa, de outro. Mas Grant mostra que, no ambiente profissional, quase todo mundo tem um estilo dominante, e esse estilo explica boa parte do que acontece com a carreira da pessoa a longo prazo.
