15 minutos
Capa do resumo de Atravessando o Abismo

Negócios · 15 min

Atravessando o Abismo

Geoffrey A. Moore · 1991

Para quem é

Pra você que trabalha numa startup, vende tecnologia ou lança qualquer produto novo e vê o entusiasmo inicial esfriar antes de a coisa pegar de verdade. Também serve pra quem quer entender por que produtos inovadores empacam depois dos primeiros clientes.

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3 ideias pra levar

1

Quem compra primeiro quer ser diferente, e quem compra depois quer ser igual aos outros: tratar os dois do mesmo jeito é receita de frustração.

2

Cliente comum não compra uma promessa isolada, compra a solução inteira funcionando, com instalação, suporte e treinamento.

3

Um método que nasceu num setor específico pode virar dogma, e o leitor precisa testar cada ideia na própria realidade antes de adotá-la.

“
O abismo existe porque quem compra por curiosidade não dá o aval que o cliente cauteloso exige, e é esse aval que abre o grande mercado.
Uma ideia de Atravessando o Abismo, nas palavras do 15 minutos

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O produto bom que trava no meio do caminho

Imagine uma empresa de software que lança um sistema de gestão genial. Os primeiros clientes adoram, a imprensa especializada elogia, os investidores sorriem. De repente, as vendas param. Ninguém entende o motivo, porque o produto continua ótimo e o time continua competente.

Esse é o drama que Moore descreve logo de cara. Para ele, o problema raramente está na qualidade da tecnologia. Está na forma como a empresa imagina quem vai comprar depois dos primeiros entusiastas.

O livro nasceu da observação de muitas empresas de tecnologia que cresceram rápido no começo e depois estagnaram. A tese central é que existe um ponto exato onde esse tropeço acontece, e que dá pra se preparar pra ele com método, em vez de torcer pra sorte.

O ciclo de vida de adoção da tecnologia

Moore parte de uma ideia que vem da sociologia: o ciclo de vida de adoção. Ele divide os consumidores de uma novidade em cinco grupos, na ordem em que aparecem: entusiastas da tecnologia, visionários, pragmáticos, conservadores e retardatários.

Cada grupo tem uma relação diferente com o risco. Os primeiros adoram testar coisa nova só pela novidade. Os do meio querem saber se aquilo já funcionou pra outras pessoas parecidas com eles. Os últimos só compram quando não existe mais alternativa.

A sacada do autor é desenhar esse ciclo como uma curva em sino e mostrar que ele não é uma rampa suave. Entre alguns grupos existe uma ligação frágil, e é nela que a maioria das empresas se perde, porque trata a curva inteira como um mercado contínuo e homogêneo.

Visionários e pragmáticos não se entendem

Os visionários, também chamados de early adopters, compram uma tecnologia porque enxergam nela uma chance de dar um salto sobre a concorrência. Aceitam produto imperfeito, toleram falhas e até ajudam a consertar. Querem uma mudança radical e estão dispostos a pagar o preço de ser os primeiros.

Já os pragmáticos querem melhorar o que já têm, sem aventura. Pra eles, o ideal é uma solução estável, com fornecedores conhecidos e gente parecida usando. Quem faz parte desse grupo detesta a ideia de servir de cobaia.

O erro clássico é achar que o elogio dos visionários vale como prova pros pragmáticos. Não vale. Um pragmático olha o entusiasmo do visionário e conclui que aquilo é aposta de quem gosta de risco, e portanto não serve pra ele.

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Sobre Geoffrey A. Moore

Geoffrey A. Moore é um consultor e escritor americano, especializado em estratégia de marketing para empresas de tecnologia. Trabalhou na consultoria de Regis McKenna, no Vale do Silício, e depois fundou a empresa de consultoria Chasm Group. Atravessando o Abismo foi publicado em 1991 e virou referência no setor. Também escreveu Inside the Tornado, Dealing with Darwin e Zone to Win.

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Categoria:
Negócios