Um livro montado com reis, espiões e cortesãos traidores
Robert Greene escreveu As 48 Leis do Poder junto com o produtor Joost Elffers, que já tinha experiência em livros ilustrados sobre história e estratégia. A dupla organizou o material como um manual: quarenta e oito capítulos curtos, cada um descrevendo uma lei e um estratagema histórico associado, seguido de exemplos de gente que quebrou a regra e pagou caro, e de gente que seguiu a regra e ganhou o jogo.
Os exemplos vêm de épocas e lugares bem diferentes: a corte de Luís XIV na França, a China imperial, a diplomacia de Talleyrand depois da Revolução Francesa, os conselhos de Maquiavel na Itália renascentista, as manobras de Bismarck na unificação alemã, os textos militares de Sun Tzu. O livro trata esse material menos como história contada com cuidado, e mais como casos escolhidos para ilustrar cada lei.
Vale entender essa estrutura antes de entrar nas leis: elas não formam uma teoria única sobre poder. São quarenta e oito observações separadas, cada uma nascida de um episódio diferente, e por isso algumas se completam e outras se contradizem, o que a crítica deste resumo, mais adiante, vai detalhar.
