15 minutos
Capa do resumo de Tribal Leadership

Liderança · 15 min

Tribal Leadership

Dave Logan, John King e Halee Fischer-Wright · 2008

Para quem é

Pra você que lidera equipe, participa de grupo de trabalho ou de time amador e sente que o coletivo deveria render mais junto do que rende hoje. Tribal Leadership ajuda a enxergar em que estágio cultural seu grupo costuma falar e o que fazer pra subir um degrau.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 7 dias grátis • depois R$ 2,99/mês

🎧 Grátis aqui no site

Ouça o resumo completo (15 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

No estágio em que cada um tenta brilhar sozinho, informação vira moeda escondida, e o grupo trabalha mais exausto do que o resultado coletivo justifica.

2

Para os autores, um time que só se une contra um concorrente comum tende a perder o rumo assim que esse concorrente sai do caminho.

3

Segundo os autores, as palavras que uma pessoa usa sem perceber, no dia a dia, revelam mais sobre o clima real de um grupo do que qualquer pesquisa de satisfação preenchida às pressas.

“
Para os autores, toda empresa grande é, na prática, um punhado de tribos de vinte a cento e cinquenta pessoas, quer o organograma admita isso ou não.
Uma ideia de Tribal Leadership, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

Tribos: os grupos que já existem antes do seu crachá

Toda empresa acima de um certo tamanho se divide sozinha em grupos menores, de cerca de vinte a cento e cinquenta pessoas, que se conhecem pelo nome, pela história e pelos apelidos internos. Os autores chamam isso de tribo, e ela existe quer o organograma reconheça, quer não.

O limite de cento e cinquenta vem de um teto natural: acima disso, ninguém consegue manter de cabeça o histórico de relação com todo mundo. Por isso uma empresa com cinco mil funcionários não tem uma cultura só, tem dezenas de tribos, cada uma no seu próprio estágio.

Pense no grupo do refeitório, no pessoal que espera o mesmo ônibus depois do expediente, no grupo de WhatsApp do setor. Ninguém assinou nada, mas todo mundo já pertence a uma tribo antes mesmo de decorar o crachá.

Para os autores, a cultura real de uma empresa é a soma dessas tribos pequenas, não o discurso de missão pendurado na parede da recepção.

Como os pesquisadores decifraram uma tribo escutando a fala dela

Em vez de aplicar questionário perguntando direto o que as pessoas achavam da empresa, a equipe passou anos dentro de dezenas de organizações apenas escutando conversa natural, no corredor, no cafezinho, na reunião informal.

O padrão que emergiu foi que a fala espontânea das pessoas, o jeito de contar uma história, o pronome que usam sem perceber, se agrupava em cinco estágios culturais bem reconhecíveis, cada um com vocabulário próprio.

O detalhe importante é que isso mede o jeito padrão de falar quando a pessoa está sob pressão, sem ensaiar resposta. Uma mesma pessoa pode variar um pouco conforme o contexto, mas cada tribo tende a ter um estágio que domina a maior parte das conversas.

Além da fala, a equipe também desenhava quem conversava com quem dentro da empresa, o mapa informal de relações. Muitas vezes esse mapa não tinha nada a ver com o organograma oficial: o funcionário mais influente de verdade às vezes nem aparecia no topo do quadro pendurado na parede.

Estágio 1: a vida é uma droga

O primeiro estágio é marcado por uma hostilidade desesperançada: a vida é injusta, o mundo é pequeno demais pra dar certo, e ninguém merece confiança. Os autores comparam esse clima ao de uma gangue ou de um presídio, onde a regra é desconfiar de tudo.

Dentro de empresas, esse estágio é raro, mas explica bolsões de sabotagem silenciosa, furto interno ou vandalismo em setores onde as pessoas já desistiram de qualquer melhora possível.

É como aquele time de trabalho que nem comemora mais o fechamento do mês, porque ninguém ali acredita que o esforço vai mudar alguma coisa de verdade.

É raro encontrar esse estágio dominando uma empresa inteira, mas ele pode aparecer depois de uma demissão em massa mal conduzida, quando um grupo pequeno sente que não tem mais nada a perder e passa a agir por pura revolta.

Faltam 11 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de Tribal Leadership e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Sobre Dave Logan, John King e Halee Fischer-Wright

Dave Logan é professor da Marshall School of Business, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), e consultor organizacional. Junto com John King, ele fundou a consultoria CultureSync, voltada a mapear a cultura de empresas a partir da linguagem que as pessoas usam no dia a dia de trabalho. Halee Fischer-Wright é médica e atuou como executiva em organizações da área de saúde nos Estados Unidos. Os três assinam Tribal Leadership, publicado em 2008, depois de anos observando dezenas de organizações americanas.