15 minutos
Capa do resumo de Multiplicadores: Como os Melhores Líderes Tornam Todos Mais Inteligentes

Liderança · 15 min

Multiplicadores: Como os Melhores Líderes Tornam Todos Mais Inteligentes

Liz Wiseman · 2010

Para quem é

Pra quem lidera gente, mesmo que só um estagiário ou uma equipe pequena, e sente que o time entrega menos do que poderia. Também serve pra quem quer entender por que trabalha melhor com um chefe do que com outro, mesmo fazendo a mesma função.

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3 ideias pra levar

1

Um ambiente só fica seguro pra pensar quando o padrão de entrega continua alto e o erro vira aprendizado em público, não motivo de constrangimento.

2

Entregar o problema inteiro pra alguém resolver, com crédito e responsabilidade junto, ensina mais do que corrigir cada detalhe do trabalho dela.

3

Para a autora, a diferença de capacidade extraída entre um chefe que libera e um chefe que sufoca é grande o bastante pra sentir no dia a dia, mesmo sendo uma estimativa difícil de medir com precisão.

“
Para Wiseman, um time rende mais quando o chefe usa o que cada pessoa já faz bem sem esforço do que quando tenta encaixar todo mundo no mesmo perfil.
Uma ideia de Multiplicadores: Como os Melhores Líderes Tornam Todos Mais Inteligentes, nas palavras do 15 minutos

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Duas formas bem diferentes de liderar a mesma equipe

Liz Wiseman conta uma história que virou a porta de entrada do livro: ela conheceu dois chefes na mesma empresa e via os times reagirem de um jeito completamente diferente pra cada um. Debaixo de um deles, as pessoas ficavam travadas, com medo de errar. Debaixo do outro, a mesma gente virava rápida, criativa, resolvia problema sozinha e parecia mais inteligente do que no dia a dia comum.

Foi esse contraste que fez ela perguntar: será que alguns líderes tiram mais inteligência e capacidade das pessoas do que outros, mesmo com a equipe sendo a mesma? A pesquisa que ela construiu ao longo de anos de entrevista com executivos deu nome a dois tipos de chefe: o multiplicador, que faz o time parecer mais esperto do que é sozinho, e o diminuidor, que sufoca essa capacidade sem perceber.

A distinção não é sobre ser gentil ou grosso. Tem diminuidor educadíssimo e multiplicador durão, que cobra padrão alto todo dia. O que separa os dois é pra onde vai a inteligência da sala: se o cérebro que resolve o problema é o do chefe, ou o de todo mundo junto.

Ímã de talentos: descobrir o gênio que cada um já tem

O primeiro tipo de multiplicador que o livro descreve é o ímã de talentos, o líder que enxerga rápido o que cada pessoa já faz bem sem esforço, o que a autora chama de gênio nativo, e coloca a pessoa pra fazer exatamente aquilo. Não é sobre contratar só gente brilhante, é usar direito a capacidade que já está na sala.

O oposto é o construtor de impérios, o chefe que junta gente boa mas trava o crescimento dela, porque prefere uma equipe grande e dependente do que uma equipe forte e independente. Esse tipo segura talento por insegurança, com medo de que alguém brilhante roube o crédito ou o cargo dele mais na frente.

Um exemplo do dia a dia: dois vendedores conversando num boteco depois do expediente. Um reclama que o gerente nunca deixa ele tocar num cliente grande, sempre entrega a conta boa pro mesmo queridinho. O outro conta que a chefe percebeu que ele é bom de negociar por telefone, mesmo tímido pessoalmente, e passou a mandar justo as ligações difíceis pra ele. O segundo time cresce, o primeiro fica do mesmo jeito há meses.

Liberador: espaço pra pensar, padrão alto pra entregar

O liberador cria um ambiente que a autora descreve como intenso mas seguro: intenso porque cobra o melhor trabalho de cada um, seguro porque ninguém tem medo de admitir erro na frente do grupo. É o oposto do tirano, que também cobra bastante, só que pelo medo, deixando todo mundo na ponta dos pés.

A diferença fica clara numa reunião comum. No time do tirano, ninguém contesta uma decisão ruim do chefe, mesmo vendo o problema chegando de longe, porque discordar em voz alta sai caro. No time do liberador, um estagiário consegue dizer 'acho que isso não vai funcionar' sem tremer a voz, porque já viu o líder admitir um erro próprio antes.

Vale reforçar: liberador não é sinônimo de líder bonzinho que aceita qualquer entrega. O padrão continua alto, às vezes mais alto que num time de tirano. A diferença é que o erro vira aprendizado em público, não motivo de humilhação.

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Sobre Liz Wiseman

Liz Wiseman é pesquisadora e consultora de liderança, presidente da Wiseman Group, empresa de pesquisa e desenvolvimento de líderes baseada no Vale do Silício. Antes de fundar a empresa, ela trabalhou boa parte da carreira na Oracle, onde chegou a liderar áreas de Recursos Humanos e a Oracle University. Multiplicadores foi escrito ao lado de Greg McKeown, consultor que também assina sozinho o livro Essencialismo. Wiseman já publicou outros títulos sobre liderança e times, como Rookie Smarts.