O mito de que chefe bom precisa ser frio ou bonzinho demais
Existe uma crença comum de que gerenciar pessoas exige escolher entre dois extremos: ser o chefe autoritário que trata a equipe como peça de engrenagem, ou virar o gestor bonzinho que passa a mão na cabeça de todos para evitar atritos. Quem tenta equilibrar esses papéis sem método vive angustiado, oscilando entre a culpa de falar grosso e o medo de ver prazos estourarem.
Kim Scott desconstrói esse dilema demonstrando que a boa gestão não nasce da distância fria nem da simpatia covarde. A liderança eficaz depende de uma postura chamada de empatia assertiva, apoiada em dois pilares: importar-se com o indivíduo além do crachá e ter a coragem de confrontar diretamente os erros operacionais assim que eles ocorrem.
Importar-se pessoalmente significa lembrar que o colaborador enfrenta ônibus lotado, boletos no fim do mês e problemas familiares. Confrontar de frente significa dizer com clareza quando a entrega ficou abaixo do combinado. Quando esses dois movimentos caminham juntos, a correção vira apoio real ao crescimento do profissional.
