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Liderança · 15 min

Liderança: A Inteligência Emocional na Formação do Líder de Sucesso

Daniel Goleman · 2011

Para quem é

Para quem já lidera algum grupo de gente, mesmo que seja uma equipe pequena ou só uma escala de plantão, e sente que ordem seca ou puxão de orelha nem sempre funciona. Liderança mostra que o jeito de tratar quem trabalha com você pesa tanto no resultado quanto qualquer estratégia escrita no papel.

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3 ideias pra levar

1

Sentir a irritação subindo antes dela virar grito abre um intervalo de poucos segundos que muda o rumo da conversa inteira.

2

Fazer a tarefa mais rápido sozinho economiza minutos hoje e deixa uma equipe inteira despreparada amanhã.

3

Para o autor, parte da razão de uma equipe copiar o jeito de falar e de andar de quem lidera estaria ligada a um mecanismo cerebral chamado neurônios-espelho, embora essa explicação ainda seja uma hipótese em discussão entre cientistas.

“
Mandar sem explicar resolve rápido numa emergência real, mas vira hábito perigoso quando a emergência já passou e o chefe continua mandando do mesmo jeito.
Uma ideia de Liderança: A Inteligência Emocional na Formação do Líder de Sucesso, nas palavras do 15 minutos

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O que separa um chefe de um líder de verdade

Competência técnica abre a porta do cargo, mas não segura a equipe depois. Muita gente vira gerente porque era o melhor vendedor ou o melhor técnico do setor, e descobre logo que saber fazer a tarefa sozinho é bem diferente de fazer um grupo inteiro querer entregar junto.

Goleman reuniu, ao longo de anos de pesquisa e reportagem sobre cérebro e comportamento, um argumento simples: entre executivos de alto desempenho, o que separa os melhores não é inteligência ou formação, e sim um conjunto de habilidades ligadas a lidar com a própria emoção e com a emoção de quem está por perto, o que ele chama de inteligência emocional aplicada ao trabalho.

Como o livro junta artigos escritos em momentos diferentes, a mesma ideia central volta em ângulos distintos ao longo dos capítulos. Um chefe cobra resultado usando o peso do cargo; um líder consegue o mesmo resultado porque o time decide entregar por conta própria, como o supervisor de loja que resolve um problema de estoque sem precisar levantar a voz.

Autoconsciência: perceber o que se passa por dentro antes de reagir

O primeiro componente é notar o próprio estado emocional enquanto ele ainda está subindo, não só depois que já virou explosão. É o motorista de aplicativo que sente a irritação crescendo no trânsito parado e escolhe respirar fundo antes que ela vaze no próximo passageiro.

No trabalho, isso aparece em coisas pequenas: o supervisor que percebe a própria impaciência antes de responder um email ríspido pro fornecedor, e espera dez minutos pra escrever de novo. Decisão tomada no calor da hora costuma precisar ser desfeita depois, com custo maior do que o tempo economizado.

Para o livro, esse é o alicerce de tudo o resto: sem perceber o próprio estado, não tem como administrar ele, nem como perceber o efeito que ele causa em quem está ao redor.

Autogestão: escolher a resposta em vez de agir no automático

Autogestão não é engolir a raiva, é escolher a reação em vez de descarregar ela na primeira pessoa que passar na frente. O chefe de cozinha que recebe uma crítica injusta do dono, na frente de toda a equipe, e espera o fim do turno pra conversar em particular está exercendo exatamente isso.

O livro cita pesquisa mostrando que uma equipe rende melhor seguindo um líder previsível, mesmo que comum, do que um líder brilhante mas instável, que num dia elogia e no outro descarrega estresse em quem estiver por perto.

Falta de autogestão contamina rápido a rotina inteira: um coordenador que começa o dia estressado e passa isso adiante tende a receber, no fim da tarde, uma equipe menos disposta a ajudar em qualquer imprevisto.

Faltam 13 seções e o quiz

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Sobre Daniel Goleman

Daniel Goleman é psicólogo americano, com doutorado em psicologia clínica pela Universidade Harvard, antes de emendar uma carreira longa como jornalista científico cobrindo pesquisa sobre cérebro e comportamento. Ficou mundialmente conhecido em 1995 com o livro Inteligência Emocional, mas foi com Richard Boyatzis e Annie McKee que escreveu Liderança Primal, de 2002, obra que aprofunda boa parte das ideias reunidas nesta coletânea de 2011. Goleman também ajudou a desenvolver, com pesquisadores ligados à consultoria Hay Group, um modelo de competências emocionais usado até hoje em avaliação de executivos. Ele segue publicando e dando palestra sobre liderança, foco e inteligência social pelo mundo.