O general que perdeu para uma rede sem general
Entre 2003 e 2008, Stanley McChrystal comandou a força-tarefa americana de operações especiais que caçava a Al-Qaeda no Iraque. Sua tropa tinha o melhor treinamento, a melhor tecnologia e mais recurso do que quase qualquer exército da história. Do outro lado havia uma rede de militantes com pouco dinheiro e sem hierarquia visível, sem general nenhum no comando.
Mesmo assim, por um bom tempo, essa rede conseguia se mover e reagir mais rápido do que a máquina de guerra treinada exatamente para vencer esse tipo de inimigo. A explicação que McChrystal chegou não foi falta de recurso: foi o formato da própria organização, pensada para ser eficiente, não para se adaptar rápido.
O livro nasce dessa virada: em vez de copiar a estrutura do inimigo, a saída foi pegar o que faz uma equipe pequena funcionar bem, confiança e decisão rápida no nível de quem vê o problema, e encaixar isso numa organização de milhares de pessoas. Daí o título, uma equipe de equipes.
