15 minutos
Capa do resumo de A Moreninha

Ficção · 15 min

A Moreninha

Joaquim Manuel de Macedo · 1844

Para quem é

Pra quem precisa ler um clássico brasileiro pra escola ou vestibular e quer entender a história sem travar na linguagem antiga. Também serve pra quem tem curiosidade de conhecer o livro que ensinou o Brasil a gostar de romance de amor nacional.

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3 ideias pra levar

1

Segundo o livro, o apelido de Moreninha esconde a moça que menos precisa de esforço pra prender a atenção de Augusto, justamente por não competir pela atenção dele.

2

No romance, o reencontro com a menina do breve só faz sentido porque Augusto passa o livro inteiro juntando pista pequena atrás de pista pequena, sem perceber que já estava montando o próprio quebra-cabeça.

3

O livro retrata a vida de família na ilha como um mundo naturalmente feliz, mas Macedo não mostra de onde vinha o sustento daquela casa, um silêncio que hoje pesa na leitura.

“
No romance, Augusto aposta que não se apaixona em quinze dias justamente porque confia demais na própria certeza, e é essa certeza que o derruba primeiro.
Uma ideia de A Moreninha, nas palavras do 15 minutos

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Aviso antes de começar: aqui o final é contado

Este resumo conta a história inteira de A Moreninha, do começo ao final, porque a ideia aqui não é fazer suspense e sim ajudar você a entender o livro por dentro em quinze minutos. Se ainda quer ler o romance sem saber o desfecho, deixe este resumo pra depois.

A Moreninha, escrito por Joaquim Manuel de Macedo em 1844, é considerado o primeiro grande sucesso do romance romântico brasileiro, o tipo de livro que basicamente ensinou o público daqui a gostar de ler romance nacional. Ele mistura comédia de costumes, mistério de infância e um retrato bem específico da elite carioca do Segundo Reinado.

Augusto, o estudante volúvel

Augusto é estudante de medicina, solteiro, com fama entre os amigos de ser volúvel e um tanto cético com o amor: se encanta por várias moças ao mesmo tempo e não leva nenhuma paixão a sério por muito tempo.

Essa postura de galã desconfiado é o motor que empurra a história inteira pra frente: é justamente a certeza dele de que nunca vai se prender a uma moça só que cria a aposta que dá início a tudo o que acontece na ilha.

Augusto trata a vida sentimental com o mesmo distanciamento que usa nos estudos de medicina: gosta de observar, analisar e tirar conclusão rápida, e prefere o controle ao imprevisto de se apaixonar de verdade. É esse jeito racional demais que o livro vai testar do começo ao fim.

Filipe e a aposta dos quinze dias

Filipe, colega e amigo próximo, provoca Augusto, que se gaba de nunca ficar apaixonado pela mesma moça por muito tempo. Os dois apostam: se Augusto amar uma só moça por quinze dias ou mais, perde e tem de escrever um romance contando a história.

A aposta parece brincadeira de estudante entediado, mas é o fio que costura o livro inteiro: cada capítulo seguinte é, de um jeito ou de outro, sobre Augusto tentando cumprir essa promessa boba e falhando aos poucos, sem perceber.

Tem uma ironia central aí, que só fica clara no fim: o próprio romance que você está lendo é, dentro da história, o resultado da aposta perdida, o livro que o personagem escreve porque não conseguiu vencer.

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Sobre Joaquim Manuel de Macedo

Joaquim Manuel de Macedo nasceu em 1820, na província do Rio de Janeiro, e morreu em 1882. Formou-se em medicina, mas dedicou boa parte da vida à literatura, chegando a dar aulas de história do Brasil no Colégio Pedro II. A Moreninha, publicado em 1844 quando ele tinha vinte e poucos anos, virou sucesso imediato e é considerado o marco inicial do romance romântico brasileiro de grande público. Depois desse livro, Macedo seguiu escrevendo outros romances e peças de teatro ao longo da carreira.