15 minutos
Capa do resumo de A Estratégia do Oceano Azul

Negócios · 15 min

A Estratégia do Oceano Azul

W. Chan Kim e Renée Mauborgne · 2005

Para quem é

Pra quem toca um negócio pequeno ou médio e sente que só sabe competir copiando o concorrente da esquina no preço e no horário. A Estratégia do Oceano Azul é pra quem quer aprender a fazer a pergunta certa antes de tentar ser mais barato ou mais rápido que todo mundo.

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3 ideias pra levar

1

Competir de frente numa disputa onde todo mundo já sabe as regras corta a margem até sobrar só cansaço.

2

O valor que ninguém está entregando ainda costuma render mais do que baixar mais um pouco o preço.

3

Um negócio pequeno também pode desenhar o próprio mapa em vez de copiar o padrão do concorrente da esquina.

“
Quem inventa uma categoria nova não precisa vencer ninguém, só precisa chegar lá primeiro.
Uma ideia de A Estratégia do Oceano Azul, nas palavras do 15 minutos

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Duas formas de competir: a guerra de sangue ou o mar aberto

Imagina uma rua cheia de pizzaria, todas vendendo a mesma calabresa, brigando pelo mesmo cliente com o mesmo cupom de desconto. Quanto mais competem, mais o preço desce e a margem murcha. Chan Kim e Renée Mauborgne chamam isso de oceano vermelho: um mercado já conhecido, com regras definidas, onde todo mundo briga pelo mesmo pedaço de bolo.

A alternativa é sair da briga em vez de tentar vencer ela. Um oceano azul é um espaço de mercado que ainda não existe, criado quando alguém oferece algo que ninguém pensou em oferecer daquele jeito, pra gente que talvez nem soubesse que precisava. Ali dentro, por um tempo, não tem concorrente nenhum.

A ideia central é simples de falar e difícil de fazer: em vez de comparar preço e serviço com o vizinho, vale parar e perguntar que valor ainda ninguém está entregando. Quem acha essa resposta primeiro não precisa competir, porque por um tempo é o único ali dentro.

Inovação de valor: o motor por trás de todo oceano azul

A estratégia clássica costuma dar duas opções: competir no preço baixo, ou apostar em diferenciação e cobrar mais caro por isso. O livro rejeita essa escolha. Chama de inovação de valor buscar as duas coisas juntas: cortar custo em ponto que o cliente nunca valorizou, e usar o dinheiro sobrando pra entregar algo novo que ele nunca teve.

Pensa num salão de bairro que não investe em decoração de luxo, coisa que a clientela nem repara. Com o que sobra, monta um espaço com wifi bom, café de graça e horário até as dez da noite pra quem sai tarde do trabalho. Não ficou mais barato nem mais caro, ficou diferente do jeito que importa.

É esse cruzamento, custo mais baixo de um lado e valor mais alto do outro, que separa um oceano azul de só mais uma promoção passageira.

A curva de valor: um raio-x da concorrência num gráfico só

A curva de valor é simples: você lista os atributos que o setor disputa, tipo preço, variedade, atendimento e horário, e dá nota de zero a dez pra sua empresa e pra cada concorrente em cada um. No fim, liga os pontos e sobra um desenho, uma curva, com o perfil de cada negócio.

Uma academia de bairro poderia usar preço da mensalidade, quantidade de aparelho, horário e presença de personal trainer. Se a curva dela sobe e desce igualzinho à do concorrente da esquina, é o próprio gráfico avisando que ali ninguém oferece nada diferente, só copia a régua alheia.

O valor da curva não é decorar o desenho, é enxergar onde todo mundo se parece. Fazer esse tipo de benchmarking mostra que, no ponto em que as linhas se encontram, mora a chance de traçar um caminho novo.

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Sobre W. Chan Kim e Renée Mauborgne

W. Chan Kim e Renée Mauborgne são professores de estratégia na INSEAD, escola de negócios com sedes na França e em Singapura, onde dirigem o Blue Ocean Strategy Institute. A dupla publicou A Estratégia do Oceano Azul em 2005, pela editora da Harvard Business School, e o livro se tornou um dos títulos de estratégia mais vendidos e traduzidos das últimas duas décadas. Em 2017 os dois lançaram a continuação, Blue Ocean Shift, voltada a como colocar as ideias do primeiro livro em prática dentro de empresas reais.