Um psicólogo que decidiu confiar na experiência, não só na teoria
Carl Rogers nasceu em 1902, numa família protestante rigorosa perto de Chicago, nos Estados Unidos. Em casa, dança, cinema, carteado e amizade com gente de fora do círculo religioso eram vistos com desconfiança. Ele mesmo conta, no início do livro, que cresceu isolado, cercado de regras e de pouco espaço pra questionar o que os adultos diziam.
A faculdade começou em agronomia, virou teologia, e só depois virou psicologia. Essa mudança de rumo não foi um golpe de sorte: foi ele testando um caminho, sentindo que não servia, e trocando de direção sem medo de admitir o erro.
O detalhe que atravessa o livro inteiro nasce dessa trajetória: Rogers aprendeu, na prática, a confiar mais no que via acontecer numa sala de terapia do que no que os manuais diziam que devia acontecer. Essa postura, desconfiar da teoria bonita até ela provar que funciona na vida real, ajudou a construir o que ficou conhecido depois como psicologia humanista, um dos movimentos que ele ajudou a fundar dentro da psicologia americana.
