Duas mentes debaixo do mesmo teto
Murphy parte de uma divisão simples: uma mente consciente, que escolhe e decide, e uma mente subconsciente, que registra o que a consciente aceita como verdade e trabalha por baixo, sem parar. A comparação que ele usa é a do motorista e do motor: o consciente dirige, mas quem produz a força que move o carro é o motor, escondido debaixo do capô.
O problema, segundo o autor, é que a maioria cuida só do consciente, o que vai falar numa reunião, o que vai postar no grupo do bairro, e ignora o motor. Aí se pergunta por que trabalha duro e não sai do lugar, sem perceber que repete pro subconsciente frases como não tenho sorte ou esse mês não fecha.
Pra Murphy, o subconsciente não debate, só executa. Se o consciente manda, com convicção repetida, a mensagem sou de quem erra o busão e chega atrasado, o subconsciente organiza o dia pra isso acontecer de novo, não porque tenha maldade, mas porque essa é a instrução que recebeu com mais frequência.
