15 minutos
Capa do resumo de O Corpo Fala: A Linguagem Silenciosa da Comunicação Não Verbal

Psicologia · 15 min

O Corpo Fala: A Linguagem Silenciosa da Comunicação Não Verbal

Pierre Weil e Roland Tompakow · 1986

Para quem é

Pra quem já saiu de uma conversa achando que o corpo de alguém contava uma história diferente da fala, e quer aprender a notar esses sinais com mais cuidado, sem virar caçador de gesto alheio.

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3 ideias pra levar

1

Segundo os autores, dentro de cada pessoa convivem um instinto que só quer sobreviver, uma emoção que quer afirmar espaço e um pensamento que tenta planejar tudo, e o corpo mostra na hora quando essas partes não combinam entre si.

2

A distância que alguém mantém numa conversa já comunica interesse ou desconforto antes de qualquer palavra ser dita, e essa distância confortável muda de pessoa pra pessoa e de cultura pra cultura.

3

Ocupar mais espaço numa sala não significa estar certo, e ficar encolhido não significa estar errado: é um jogo de postura aprendido desde cedo, que vale a pena perceber primeiro em si mesmo.

“
Uma cabeça baixa pode ser dúvida, pode ser sono, pode ser só o jeito de alguém pensar melhor olhando pro chão.
Uma ideia de O Corpo Fala: A Linguagem Silenciosa da Comunicação Não Verbal, nas palavras do 15 minutos

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O corpo fala antes da boca abrir

Antes de você dizer a primeira palavra numa entrevista, numa reunião de condomínio ou num primeiro encontro, o seu corpo já contou um pedaço da história. Ombro caído, mão apertando a alça da bolsa, olhar que foge para o relógio: tudo isso chega antes da frase, e muitas vezes ninguém prestou atenção.

Pierre Weil e Roland Tompakow escreveram O Corpo Fala partindo dessa ideia simples: existe uma linguagem não verbal rodando ao lado da fala, e ela nem sempre concorda com o que a boca está dizendo. Quando as duas combinam, a mensagem fica mais forte. Quando destoam, é o corpo que costuma revelar a parte que a pessoa preferia esconder.

O livro nasceu em 1986 como um manual ilustrado, cheio de desenhos de Tompakow mostrando cada postura descrita por Weil. A proposta não é transformar o leitor num detetive de gesto alheio, é ensinar a prestar atenção no que o corpo mostra, no contexto certo, sem tirar conclusão precipitada de um gesto isolado.

A esfinge: quatro figuras escondidas dentro de você

Para organizar a leitura do corpo, Weil recorre a uma imagem antiga: a esfinge, aquela figura mitológica com corpo de touro, garras de leão, asas de águia e rosto humano. Ele usa essa mistura como mapa das quatro camadas que, segundo o livro, formam qualquer pessoa.

O touro representa o instinto, a fome, o cansaço, a necessidade de segurança e conforto do corpo físico. O leão representa a emoção, a coragem, a raiva, o impulso de afirmar espaço. A águia representa o pensamento, a capacidade de planejar e enxergar de cima. E o rosto humano, que o livro às vezes chama de anjo, representa a parte que tenta integrar as outras três num jeito de agir coerente.

É uma metáfora, não uma descoberta de laboratório, e o próprio livro trata assim: um jeito didático de lembrar que corpo, emoção e razão não trabalham separados. Quando alguém cruza os braços numa negociação e ao mesmo tempo sorri largo, o boi, o leão e a águia estão discordando entre si, e é justamente essa discordância que vale a pena notar.

O boi: o corpo pedindo comida, descanso e segurança

A camada mais básica que o livro descreve é a do instinto, a parte do corpo que só quer sobreviver bem: comer na hora certa, descansar, sentir o chão firme debaixo do pé. Para os autores, boa parte da tensão que carregamos no dia a dia vem justamente dessa camada sendo ignorada.

Dá pra ver isso no ônibus lotado de fim de tarde: gente com o corpo todo contraído, ombro subido, mandíbula apertada. Não é só cansaço do trajeto, é o instinto de segurança reagindo a um espaço apertado demais, cheio de gente estranha por perto.

O livro sugere prestar atenção nesses sinais antes de julgar o humor de alguém. Quem chega numa reunião com fome atrasada ou depois de uma noite mal dormida carrega o corpo pesado, a voz mais curta, a paciência mais fina, e isso costuma ter mais a ver com o instinto do que com a pauta da reunião em si.

Faltam 12 seções e o quiz

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Sobre Pierre Weil e Roland Tompakow

Pierre Weil (1924-2008) foi um psicólogo francês radicado no Brasil, professor universitário e um dos fundadores, em 1987, da Universidade Holística Internacional de Brasília, a Unipaz. Escreveu dezenas de livros sobre psicologia, comunicação e o que chamava de visão holística do ser humano. Roland Tompakow assina o livro como coautor e é responsável pelos desenhos que ilustram cada postura descrita no texto, um projeto visual raro para um livro de psicologia da época. A dupla lançou O Corpo Fala pela editora Vozes em 1986, e o livro se tornou um dos títulos mais reeditados sobre comunicação não verbal no Brasil.

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Categoria:
Psicologia