15 minutos
Capa do resumo de Mulheres que Correm com os Lobos

Psicologia · 15 min

Mulheres que Correm com os Lobos

Clarissa Pinkola Estés · 1992

Para quem é

Pra mulheres que se sentem cansadas de agradar e querem reencontrar o que têm de próprio, pelo caminho dos contos e dos símbolos. Também interessa a quem gosta de psicologia junguiana e de histórias antigas, desde que leia sem esperar um manual científico.

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3 ideias pra levar

1

Na leitura da autora, um charme que não combina com os atos de quem o exibe é um aviso, e vale olhar pro que a pessoa faz mais do que pro que promete.

2

Segundo o livro, não se encaixar num grupo pode significar apenas que o seu bando é outro, e que ainda falta encontrá-lo.

3

O texto sugere que viver só pra ser útil aos outros esvazia a pessoa, e que a alegria própria também faz parte do que ela tem pra oferecer.

“
O que você deixou de lado pode ser reunido aos poucos, osso por osso, e a paciência costuma render mais que a pressa.
Uma ideia de Mulheres que Correm com os Lobos, nas palavras do 15 minutos

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A mulher que perdeu o faro

Você conhece alguém assim, ou já foi assim: a mulher que acorda cedo, cuida dos filhos, do pai idoso, do marido, do trabalho e do grupo da igreja, e chega ao fim do dia sem saber do que gosta. Ela ainda sorri, ainda dá conta de tudo, mas sente por dentro uma espécie de silêncio estranho, como se alguma parte sua tivesse ficado pra trás.

É dessa sensação que parte o livro de Clarissa Pinkola Estés. A tese é que muitas mulheres foram ensinadas a se adaptar tanto aos outros que acabaram perdendo contato com a própria natureza instintiva. A autora dá a essa parte esquecida o nome de mulher selvagem.

Selvagem aqui não quer dizer grosseira ou descontrolada. Quer dizer natural, intuitiva, ligada ao que é vivo em você. O livro é uma tentativa de ajudar a reencontrar essa parte por meio de histórias antigas, que a autora reconta e comenta com olhar de psicanalista.

Quem é a mulher selvagem

A mulher selvagem não é uma pessoa, é um arquétipo, palavra usada pela psicologia de Jung pra falar de imagens e padrões que aparecem em muitas culturas. Pra autora, essa figura representa a parte da mulher que sabe farejar o que é verdadeiro, dizer não, criar, descansar e proteger o que ama.

O lobo entra como símbolo porque, segundo ela, lobos e mulheres têm traços parecidos: sensibilidade aguda, vínculo forte com a cria e com o grupo, capacidade de resistir ao cansaço e grande necessidade de espaço próprio. Em ambos os casos, a autora lembra que foram incompreendidos e perseguidos.

Convém ler isso como comparação poética, e não como biologia. O que o livro oferece é uma imagem, uma lente pra enxergar o próprio cansaço, e cada leitora decide se ela ajuda ou não.

Por que histórias e não regras

O método do livro é contar contos. Em vez de listar conselhos, a autora reconta narrativas de várias origens, como histórias de camponeses, contos de fadas e lendas, e depois vai interpretando cada cena passo a passo. A ideia é que a história fale por imagens, e que a leitora reconheça nela algo seu.

Pense na avó que, em vez de dar sermão, contava um caso da roça e deixava a moral aparecer sozinha. Funciona do mesmo jeito: o conto entra pela imaginação e depois a gente percebe que ele falava de nós. Pra psicologia junguiana, os símbolos antigos mostram jeitos universais de enfrentar perdas e recomeços.

O leitor que prefere dados e experimentos vai estranhar. Mas quem aceita o jogo pode achar, nas histórias, um jeito de falar de dor e desejo que a linguagem técnica costuma deixar escapar.

Faltam 11 seções e o quiz

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Sobre Clarissa Pinkola Estés

Clarissa Pinkola Estés nasceu nos Estados Unidos em 1945, de família com raízes latinas e húngaras. É doutora em psicologia etnoclínica, psicanalista de linha junguiana e poeta. Também se apresenta como contadora de histórias, tradição que aprendeu na família e que está no centro da sua obra. Mulheres que Correm com os Lobos foi lançado em 1992 e ficou muito tempo entre os livros mais vendidos nos Estados Unidos.

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Categoria:
Psicologia