De Barbarossa até as margens do Volga
Em junho de 1941, a Alemanha invadiu a União Soviética numa ofensiva chamada Barbarossa, avançando centenas de quilômetros em poucas semanas. O avanço parou nos arredores de Moscou, no inverno seguinte, quando o frio e a resistência soviética travaram o que devia ser uma vitória rápida.
No verão de 1942, Hitler tentou reverter o fracasso com uma nova ofensiva, batizada de Caso Azul, mirando os campos de petróleo do Cáucaso. No meio do plano, dividiu as forças em duas frentes: uma rumava para o petróleo, outra seguia para proteger o flanco na direção de uma cidade às margens do rio Volga.
Essa divisão espalhou tropas alemãs por uma faixa enorme de estepe, com linhas de abastecimento cada vez mais longas e vulneráveis. Foi nesse contexto de excesso de ambição que o 6º Exército alemão recebeu a ordem de tomar a cidade que dá nome a este resumo.
Pra defender esse avanço tão esticado, o comando alemão colocou tropas romenas, húngaras e italianas nas laterais da linha, mais mal equipadas e com menos blindados do que as divisões alemãs. Essa escolha, feita por falta de soldados alemães sobrando, ia pesar muito nos meses seguintes.
