A segunda-feira que parece cópia da anterior
Você acorda com o alarme, pega o ônibus lotado, bate o ponto, volta pra casa, olha o celular e dorme. No dia seguinte, a mesma coisa, com a mesma irritação na mesma esquina. O livro de Joe Dispenza parte dessa sensação meio vergonhosa de que a vida virou reprise e faz uma pergunta incômoda: se tudo se repete, será que o que se repete é você?
A ideia central é que boa parte do que chamamos de personalidade é um conjunto de hábitos de pensar, sentir e agir que rodam sozinhos. Segundo o autor, a gente passa a vida tentando mudar de fora pra dentro, trocando de emprego, de relacionamento ou de cidade, e leva junto o mesmo modo de ser que produziu o problema.
O título já avisa o plano. Quebrar o hábito de ser você mesmo significa desmontar, de propósito, a versão de você que o passado treinou, pra abrir espaço pra outra. O livro tem duas metades: uma explica como cérebro e corpo seguram os hábitos, e a outra ensina uma prática de meditação pra mexer neles.
