Duas teorias perfeitas que não conversam
O século 20 deixou pra física duas teorias extraordinárias: a relatividade geral, de Einstein, que descreve a gravidade em escala gigante, e a mecânica quântica, que descreve o mundo dos átomos e das partículas menores que um átomo. Cada uma, isolada, é a teoria mais bem testada que a ciência já produziu, sem nenhum experimento em mais de cem anos capaz de contradizer qualquer uma das duas.
O problema aparece quando alguém tenta juntar as duas contas numa situação em que a gravidade fica forte e o espaço fica minúsculo ao mesmo tempo, como dentro de um buraco negro ou no instante em que o universo começou: a matemática das duas teorias se recusa a trabalhar junto, e o cálculo devolve infinito. É como ter dois aplicativos perfeitos no celular que travam o aparelho quando abrem juntos. O livro de Brian Greene conta a história de uma candidata a resolver esse impasse.
