A comoditização das experiências funcionais
Ao longo da história econômica moderna, a forma como as empresas criam e capturam valor passou por transformações sucessivas. No início, a riqueza vinha da extração de commodities brutas, como café e minérios. Com o avanço industrial, o foco migrou para a fabricação em massa de produtos físicos e, posteriormente, para a entrega de serviços convenientes. No final do século vinte, surgiu a chamada economia da experiência, celebrando vivências memoráveis e entretenimento.
No entanto, Darrel Rhea, Nathan Shedroff e Steve Diller alertam que mesmo as experiências funcionais e divertidas sofrem hoje com um processo severo de comoditização. Quando todas as cafeterias oferecem internet sem fio e poltronas confortáveis, esses mimos deixam de ser diferenciais e viram requisitos banais esperados por todos. Negócios que competem apenas pelo preço baixo viram commodities e perdem a fidelidade dos consumidores.
Para escapar dessa guerra predatória de margens corroídas, as marcas precisam ascender ao patamar supremo da pirâmide de valor: a entrega de significado. Os consumidores não buscam apenas ferramentas úteis ou momentos passageiros de euforia, mas objetos e serviços que dialoguem com suas identidades mais íntimas e confiram sentido às suas vidas cotidianas.
