O smartphone como extensão do próprio corpo
Perder o telefone celular no mundo contemporâneo provoca uma sensação de pânico comparável à perda física de um membro do corpo. O dispositivo móvel deixou de ser um mero aparelho de telecomunicações para se transformar no repositório de nossas memórias, na nossa ponte com amigos e na bússola que orienta nossa rotina diária. Ele permanece ao alcance da mão vinte e quatro horas por dia, repousando na cabeceira da cama e acompanhando cada deslocamento pelo espaço urbano.
SC Moatti parte dessa constatação biológica para formular a tese central do livro: os produtos móveis são extensões diretas de nós mesmos. Por essa razão, os seres humanos exigem dos aplicativos exatamente aquilo que desejam para a própria vida: um corpo atraente, uma mente inteligente e eficiente, e um espírito conectado a propósitos maiores.
Compreender essa trindade conceitual é o divisor de águas entre o fracasso silencioso na loja de aplicativos e a criação de serviços indispensáveis que conquistam bilhões de usuários ao redor do planeta com fidelidade absoluta.
