A vida cotidiana como campo de batalha
A ideia que sustenta o livro é incômoda: mesmo quando você se acha pacífico, vive dentro de disputas. Promoção, vaga de estacionamento, cargo de chefia, atenção da família, espaço na reunião. Greene sustenta que fingir que o conflito não existe só deixa você desarmado diante de quem o enxerga.
O autor reúne dois mil anos de pensamento militar, de Sun Tzu a Clausewitz, passando por Napoleão e por guerrilhas do século vinte, e traduz tudo para o mundo civil. As 33 estratégias se dividem em grupos: guerra interior, guerra de organização, defesa, ataque e o que ele chama de guerra suja.
Repare que o livro não pede que você vire um tirano. Pede que você aprenda a pensar estrategicamente, isto é, a olhar o conjunto, antecipar movimentos e escolher onde gastar energia. O que muda de pessoa para pessoa é o uso, e é aí que mora a discussão ética, que voltaremos a tocar.
