As pessoas não compram produtos pelo que eles são
A grande maioria dos lançamentos de novos produtos fracassa no mercado comercial, consumindo fortunas em desenvolvimento, publicidade e tempo de equipe. Anthony W. Ulwick argumenta que o motivo central desse desperdício é que as empresas continuam focando suas pesquisas no produto em si ou nas características demográficas dos consumidores, em vez de investigarem a tarefa fundamental que a pessoa está tentando realizar ao adquirir aquela solução.
A premissa basilar da teoria dos trabalhos a serem feitos estabelece que as pessoas não compram mercadorias ou serviços por puro apego técnico, elas contratam soluções para ajudá-las a cumprir uma missão específica em suas rotinas. Como ilustra a clássica analogia do meio industrial, ninguém acorda querendo comprar uma broca de quatro milímetros por fascínio pelo metal trabalhado; o indivíduo deseja simplesmente obter um orifício preciso na parede para pendurar um quadro.
Quando a gestão transfere o seu foco analítico da mercadoria física para o objetivo funcional do cliente, o mercado inteiro se ilumina sob uma nova perspectiva. Concorrentes que antes pareciam invisíveis passam a ser reconhecidos com clareza, e oportunidades de diferenciação surgem em etapas do processo que os manuais convencionais de marketing costumam ignorar.
