15 minutos
Capa do resumo de Jobs to Be Done: Da Teoria à Prática

Negócios · 15 min

Jobs to Be Done: Da Teoria à Prática

Anthony W. Ulwick · 2016

Para quem é

Título original: Jobs to be Done. Para empreendedores, gestores de produto e profissionais de inovação que desejam parar de adivinhar o que o mercado quer e construir soluções baseadas nas reais necessidades dos clientes.

Ler e ouvir no app

⚡ Grátis pra baixar • 🎁 1 livro grátis por dia

🎧 Grátis, sem cadastro: ouça o resumo completo aqui.

Ouça o resumo completo (15 min)

Quer o texto acompanhando o áudio, o quiz e as Jornadas? Baixe o app

3 ideias pra levar

1

As necessidades humanas básicas permanecem constantes no tempo, enquanto os recursos criados para supri-las se transformam velozmente.

2

Priorizar investimentos em resultados com alta relevância e baixo nível de atendimento atual reduz o risco de fracasso em novos lançamentos.

3

Agrupar o público a partir dos obstáculos concretos enfrentados na rotina orienta a criação de valor com muito mais fidelidade do que critérios etários.

“
O consumidor não adquire uma ferramenta pelo encanto do metal, ele busca resolver o problema de obter um encaixe perfeito no material.
Uma ideia de Jobs to Be Done: Da Teoria à Prática, nas palavras do 15 minutos

Prévia

Comece a ler agora

As pessoas não compram produtos pelo que eles são

A grande maioria dos lançamentos de novos produtos fracassa no mercado comercial, consumindo fortunas em desenvolvimento, publicidade e tempo de equipe. Anthony W. Ulwick argumenta que o motivo central desse desperdício é que as empresas continuam focando suas pesquisas no produto em si ou nas características demográficas dos consumidores, em vez de investigarem a tarefa fundamental que a pessoa está tentando realizar ao adquirir aquela solução.

A premissa basilar da teoria dos trabalhos a serem feitos estabelece que as pessoas não compram mercadorias ou serviços por puro apego técnico, elas contratam soluções para ajudá-las a cumprir uma missão específica em suas rotinas. Como ilustra a clássica analogia do meio industrial, ninguém acorda querendo comprar uma broca de quatro milímetros por fascínio pelo metal trabalhado; o indivíduo deseja simplesmente obter um orifício preciso na parede para pendurar um quadro.

Quando a gestão transfere o seu foco analítico da mercadoria física para o objetivo funcional do cliente, o mercado inteiro se ilumina sob uma nova perspectiva. Concorrentes que antes pareciam invisíveis passam a ser reconhecidos com clareza, e oportunidades de diferenciação surgem em etapas do processo que os manuais convencionais de marketing costumam ignorar.

A estabilidade do trabalho através do tempo

Um dos maiores equívocos dos departamentos de planejamento é acreditar que as necessidades dos clientes mudam com a mesma rapidez com que surgem novidades tecnológicas nas prateleiras. Ulwick demonstra que o trabalho fundamental que o ser humano precisa executar é notavelmente estável ao longo das décadas e dos séculos; o que se transforma em ritmo veloz são as tecnologias e ferramentas utilizadas para desempenhar esse trabalho.

Pense na necessidade humana de registrar momentos marcantes e compartilhar memórias visuais com parentes e amigos. Esse objetivo existe desde que as primeiras pinturas rupestres foram desenhadas em cavernas. Ao longo dos séculos, as soluções contratadas para essa missão transitaram da pintura a óleo para a fotografia analógica em filme químico, depois para as câmeras digitais e, mais recentemente, para os telefones inteligentes com redes sociais integradas.

As ferramentas mudaram de maneira drástica e muitas indústrias inteiras desapareceram pelo caminho, mas o trabalho central permaneceu exatamente o mesmo. As empresas que ancoram sua estratégia no trabalho do cliente tornam-se muito mais resilientes a ondas de disrupção, pois não se apegam emocionalmente ao formato físico de seus produtos atuais.

O mapa universal das oito etapas de execução

Para analisar uma necessidade sem cair na armadilha de palpites subjetivos, a metodologia propõe o mapeamento estruturado de todo o ciclo de execução da tarefa. Independentemente da área de atuação, seja ela a realização de uma cirurgia cardíaca complexa, o corte de grama de um quintal ou a declaração de imposto de renda, qualquer trabalho segue uma sequência lógica invariante composta por oito etapas universais.

O processo inicia na definição dos objetivos, passa pelo levantamento e localização dos insumos necessários, avança para a preparação do ambiente, a confirmação das condições prévias e a execução prática da tarefa principal. Em seguida, a pessoa monitora os resultados parciais, faz as modificações cabíveis caso identifique desvios e finalmente conclui o ciclo, guardando materiais ou arquivando registros.

Mapear detalhadamente essa trajetória passo a passo permite ao gestor enxergar onde o cliente gasta tempo desnecessário, comete equívocos recorrentes ou se sente frustrado. A inovação autêntica quase sempre nasce do ato de eliminar o atrito em duas ou três dessas etapas do mapa.

Considere, por exemplo, um aplicativo de mobilidade urbana: ele não se limita a transportar a pessoa no trajeto. Ele redefine a definição do destino, a localização do veículo no mapa, a preparação prévia do trajeto, a confirmação do preço, o monitoramento do caminho em tempo real e o encerramento automático do pagamento, cobrindo o mapa universal de ponta a ponta sem atritos burocráticos.

Faltam 9 seções e o quiz

Continue no app

Leia o resumo inteiro com o texto acompanhando a narração, feche com o quiz de Jobs to Be Done: Da Teoria à Prática e siga pelas Jornadas guiadas. Sem anúncios no app.

Livros empilhados?📚 Apoios para livros a partir de R$ 15

Sobre Anthony W. Ulwick

Anthony W. Ulwick é pioneiro na metodologia de inovação orientada a resultados e fundador da consultoria Strategyn. Criou o conceito dos trabalhos a serem feitos ainda na década de 1990, colaborando posteriormente com Clayton Christensen na difusão da teoria. Detém patentes sobre métodos de mapeamento de mercado e liderou centenas de projetos de desenvolvimento de produtos para corporações globais como Microsoft, Bosch e Johnson & Johnson.

Explore

Categoria:
Negócios
Faz parte das Jornadas:
Empreender do zero