Distração não é culpa do celular
Começo com uma ideia que irrita e liberta ao mesmo tempo. Pra Nir Eyal, o problema de quem vive disperso não é o celular, nem o aplicativo, nem o chefe que manda mensagem às dez da noite. O problema é que a gente não sabe lidar com o que sente quando precisa fazer algo difícil, e acaba fugindo. O livro chama de indistraível a pessoa que faz o que disse que ia fazer, no tempo em que disse.
Repare que o indistraível não é quem fica livre de estímulo. É quem cumpre o combinado consigo mesmo mesmo recebendo estímulo. Trabalhando de carteira assinada ou por conta própria, estudando pra concurso ou cuidando de casa, todo mundo conhece a cena: abrir o celular 'só pra ver uma coisa' e levantar a cabeça quarenta minutos depois. A promessa do livro é prática e se organiza em quatro passos.
