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Capa do resumo de Empresas Feitas para Vencer: Por Que Algumas Empresas Dão o Salto e Outras Não

Negócios · 15 min

Empresas Feitas para Vencer: Por Que Algumas Empresas Dão o Salto e Outras Não

Jim Collins · 2001

Para quem é

Pra quem lidera um time, uma empresa ou uma área e quer entender por que alguns negócios saltam de bons pra extraordinários enquanto outros parecidos estagnam pra sempre no mesmo patamar.

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3 ideias pra levar

1

Uma empresa que vive satisfeita com resultado mediano raramente sente motivo real pra perseguir um salto grande de verdade.

2

Escolher com quem trabalhar bem antes de fechar a estratégia evita corrigir rota com gente que nunca devia estar no time.

3

Dá pra acreditar que vai dar certo lá na frente e, ao mesmo tempo, olhar sem filtro pro tamanho do problema hoje.

“
Vale mais escolher fazer uma coisa só que ninguém faz tão bem quanto você do que se espalhar em várias médias.
Uma ideia de Empresas Feitas para Vencer: Por Que Algumas Empresas Dão o Salto e Outras Não, nas palavras do 15 minutos

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A pergunta que ninguém tinha resolvido direito

Numa reunião de consultoria, alguém questionou Collins: já existiam métodos conhecidos pra levar uma empresa fraca a um resultado razoável, mas ninguém tinha provado, com dado de verdade, o que levava uma empresa já boa a se tornar extraordinária e sustentar isso por décadas.

A partir dali, a equipe dele passou anos garimpando dados de mais de mil empresas, procurando as raras que deram esse salto e mantiveram o resultado alto por quinze anos seguidos, bem diferente de um ano de sorte isolado.

O achado central surpreendeu: não foi tecnologia badalada nem executivo carismático de capa de revista que explicou o salto. Foi um conjunto menos óbvio de práticas de liderança e cultura, repetido nas 11 empresas estudadas.

Isso importa porque estagnação é o destino mais comum. A maioria das empresas de comparação simplesmente empacou no mesmo patamar de resultado por quinze anos seguidos, sem nenhum evento dramático que explicasse por que não deram o salto que as outras onze deram. Não foi falta de oportunidade de mercado, quase sempre foi diferença de comportamento de liderança, sustentado ano após ano, e não um único evento isolado que qualquer concorrente também poderia copiar de um dia pro outro.

Liderança que não parece líder

Os executivos à frente das empresas que deram o salto raramente combinavam com a imagem popular de CEO carismático e onipresente na mídia. Eram descritos por colegas como discretos, quase tímidos em entrevista, mas obstinados quando o assunto era o resultado da empresa.

A pesquisa chama isso de liderança de quinto nível: alguém que puxa o crédito pro time quando dá certo e assume a responsabilidade pessoal quando dá errado, sem precisar aparecer como protagonista de capa de revista.

Isso não é passividade disfarçada de humildade. É a combinação de duas coisas que normalmente parecem opostas: modéstia pessoal genuína e uma vontade quase teimosa de fazer o negócio ir bem, mesmo sem crédito público nenhum por isso.

Primeiro quem, depois pra onde

Nas empresas estudadas, a ordem prática era diferente do senso comum: reunir as pessoas certas antes de fechar os detalhes finos da estratégia, porque um time bem escolhido se adapta melhor quando o plano precisa mudar de rota no meio do caminho.

Isso aparece na contratação: escolher pelo caráter e pelo alinhamento de valores primeiro, treinar habilidade técnica depois, em vez de contratar pela credencial mais impressionante do currículo e só depois descobrir que a pessoa não combina com o time.

O lado difícil disso é reconhecer, rápido, quando alguém não é a pessoa certa pro lugar que ocupa. Manter alguém errado por medo do desconforto da conversa custa, no fim, muito mais caro do que a própria conversa difícil.

Esse cuidado também aparece na hora de promover alguém dentro da própria empresa: subir uma pessoa de cargo só porque está há mais tempo na casa, sem checar se ela realmente tem o perfil certo pra função nova, repete o mesmo erro de contratar errado, só que de um jeito mais difícil de reverter depois, porque envolve histórico e relação de anos dentro do time.

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Sobre Jim Collins

Jim Collins é pesquisador e consultor de gestão americano, ex-professor da Stanford Graduate School of Business e dirige um laboratório de pesquisa em gestão no Colorado. Ele e sua equipe passaram cinco anos analisando dados de 1.435 empresas pra identificar as 11 que saltaram de desempenho bom pra extraordinário e sustentaram isso por 15 anos seguidos. Antes de Empresas Feitas para Vencer, publicado em 2001, Collins já tinha coescrito Feitas para Durar, sobre empresas visionárias de longo prazo.