15 minutos
Capa do resumo de A Arte do Começo 2.0

Negócios · 15 min

A Arte do Começo 2.0

Guy Kawasaki · 2015

Para quem é

Pra quem já decidiu abrir ou já toca um negócio pequeno e quer um guia direto ao ponto, sem teoria de faculdade, sobre como nascer com pouco dinheiro, contratar direito e convencer alguém a comprar sua ideia. Serve tanto pra quem sonha com uma startup de tecnologia quanto pra quem só quer arrumar melhor a padaria ou o salão da esquina.

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3 ideias pra levar

1

Um negócio que só existe pra gerar lucro rende menos do que um negócio que também resolve um problema real de alguém.

2

Quem só contrata gente que não ameaça o próprio lugar acaba, contratação após contratação, cercado de uma equipe cada vez mais fraca.

3

Contratar um parente por lealdade custa caro quando ele não entrega, porque depois fica quase impossível cobrar resultado ou demitir sem quebrar a família.

“
Se o seu mantra cabe em três palavras, sua equipe inteira lembra dele sem cartaz nenhum na parede.
Uma ideia de A Arte do Começo 2.0, nas palavras do 15 minutos

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Comece pelo motivo certo: criar significado, não só dinheiro

Kawasaki abre o livro com uma provocação simples: os piores motivos pra começar um negócio são ficar rico rápido, aparecer numa reportagem ou preencher uma linha bonita no currículo. O motivo que sustenta um negócio nos dias ruins, e todo negócio tem muitos dias ruins, é criar significado: resolver um problema que incomoda gente de verdade.

Isso não é conselho piegas. Um salão que só existe pra pagar boleto compete só em preço, e preço baixo é o primeiro corte quando aparece concorrência maior. Um salão que existe porque a dona decidiu que toda mulher merece se sentir bem antes de uma entrevista de emprego compete em outra coisa, que ninguém copia de um dia pro outro.

Dinheiro tende a seguir significado com mais frequência do que o contrário. Cliente fiel, funcionário que veste a camisa e indicação de boca a boca custam menos pra conquistar quando existe um motivo real por trás do produto, e é justamente isso que sobra quando o caixa aperta.

Três jeitos de dar significado a um negócio pequeno

O livro sugere pensar em significado por três caminhos: melhorar a qualidade de vida de alguém, corrigir algo que está errado, ou impedir que algo bom deixe de existir. Nenhum dos três exige inventar tecnologia nova, só exige escolher um problema de verdade pra resolver.

Dá pra ver os três no dia a dia. Um mercadinho que mantém o fiado organizado em caderno pra quem passa aperto no fim do mês melhora a qualidade de vida da vizinhança. Uma oficina que conserta de graça a bicicleta de entregador de aplicativo que perdeu o emprego corrige algo errado. Uma doceira que resgatou a receita da avó pra ela não sumir da cidade impede que algo bom acabe.

Usar esse filtro ajuda até na hora de decidir o próximo passo do negócio: entre duas ideias de produto novo, vale perguntar qual das duas realmente entrega um desses três tipos de significado, e não só qual parece mais lucrativa no papel.

Troque a missão comprida por um mantra de poucas palavras

Kawasaki tem pouca paciência com missão de empresa cheia de palavra bonita que ninguém do time consegue repetir de cor. A alternativa que ele propõe é o mantra: duas, três ou no máximo quatro palavras que capturam a essência do negócio e servem pra guiar decisão do dia a dia, não pra decorar parede de recepção.

Uma padaria pode ter uma missão de um parágrafo cheia de palavras como excelência e compromisso, e ainda assim nenhum funcionário lembrar dela na hora de decidir se atende um cliente atrasado. O mesmo negócio com o mantra pão quente, conversa boa resolve isso na prática: qualquer funcionário sabe, sem consultar cartaz nenhum, o que priorizar.

O teste pra saber se o mantra funciona é perguntar pro time, sem aviso prévio, qual é o mantra do negócio. Se todo mundo responde igual, sem olhar papel, o mantra pegou. Se cada um dá uma resposta diferente, ainda falta simplificar.

Faltam 11 seções e o quiz

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Sobre Guy Kawasaki

Guy Kawasaki foi um dos evangelistas-chefe de produto da Apple nos anos 1980, função que ajudou a popularizar o computador Macintosh entre desenvolvedores e primeiros usuários. Depois da Apple, passou a atuar como investidor e consultor de startups no Vale do Silício e escreveu vários livros sobre empreendedorismo, marketing e inovação. Anos mais tarde, tornou-se evangelista-chefe da Canva, empresa de design gráfico online. Também mantém atividade como palestrante e apresentador de podcast sobre negócios.