Comece pelo motivo certo: criar significado, não só dinheiro
Kawasaki abre o livro com uma provocação simples: os piores motivos pra começar um negócio são ficar rico rápido, aparecer numa reportagem ou preencher uma linha bonita no currículo. O motivo que sustenta um negócio nos dias ruins, e todo negócio tem muitos dias ruins, é criar significado: resolver um problema que incomoda gente de verdade.
Isso não é conselho piegas. Um salão que só existe pra pagar boleto compete só em preço, e preço baixo é o primeiro corte quando aparece concorrência maior. Um salão que existe porque a dona decidiu que toda mulher merece se sentir bem antes de uma entrevista de emprego compete em outra coisa, que ninguém copia de um dia pro outro.
Dinheiro tende a seguir significado com mais frequência do que o contrário. Cliente fiel, funcionário que veste a camisa e indicação de boca a boca custam menos pra conquistar quando existe um motivo real por trás do produto, e é justamente isso que sobra quando o caixa aperta.
