A primeira lei da usabilidade segundo Krug
A premissa fundamental que dá título ao livro é direta: quando um usuário olha para uma página na internet, ela deve ser autoexplicativa e óbvia. Cada segundo gasto tentando decifrar se um elemento é clicável, para onde um botão direciona ou qual é o significado de um ícone obscuro impõe um atrito cognitivo desnecessário. O ser humano não acessa um site comercial para resolver charadas visuais, mas para cumprir um objetivo prático com o mínimo de fricção possível.
Quando um profissional visita uma loja virtual brasileira para emitir um boleto bancário ou comprar um equipamento de escritório, qualquer ambiguidade visual gera irritação imediata. Se a pessoa precisa parar o fluxo de pensamento para perguntar onde clica para prosseguir, a interface falhou miseravelmente. O design de excelência é aquele que passa despercebido, permitindo que a atenção do visitante permaneça concentrada na tarefa que ele veio realizar.
Eliminar pontos de interrogação mentais é o dever primordial de quem projeta interfaces digitais. Pequenas dúvidas acumuladas, como nomes criativos demais para categorias comuns ou botões camuflados no meio do texto, cansam o usuário em questão de minutos. Tornar as coisas evidentes à primeira vista economiza energia mental preciosa e transforma uma experiência potencialmente truncada em um percurso natural e acolhedor.
