O prazer que a gente terceirizou
Michael Pollan começa com uma observação simples: cozinhar sumiu da vida de muita gente. As pessoas assistem a programas de culinária na televisão, seguem receitas na internet, mas passam cada vez menos tempo na cozinha de verdade. O jantar vem de embalagem, de aplicativo ou de uma lanchonete na esquina.
O autor se propõe a fazer um experimento pessoal: aprender, com mestres de diferentes ofícios, as grandes transformações que acontecem quando se cozinha. Ele organiza o livro em quatro partes, cada uma ligada a um elemento clássico: fogo, água, ar e terra.
A tese é de que cozinhar é uma das atividades mais importantes que fazemos, e abrir mão dela tem custos para a saúde, para o bolso, para a vida em família e até para a nossa autonomia como cidadãos.
