O paradoxo trágico dos formandos de Harvard
Nas reuniões comemorativas de sua turma da Harvard Business School, realizadas a cada cinco anos, Clayton Christensen começou a notar um padrão humano alarmante e perturbador. Seus colegas de classe eram homens e mulheres de inteligência deslumbrante, energia ilimitada e formação acadêmica impecável, que haviam deixado a universidade com ambições elevadas de transformar o mundo dos negócios.
Nos primeiros encontros, todos exibiam salários astronômicos, promoções meteóricas em bancos de investimento e fundos de consultoria de prestígio internacional. No entanto, conforme as décadas avançavam, a atmosfera das reuniões foi tomada por confissões sombrias: casamentos desfeitos em divórcios litigiosos dolorosos, filhos distantes que mal conversavam com os pais e até mesmo colegas queridos que haviam sido condenados à prisão por fraudes financeiras e escândalos corporativos.
Ninguém havia traçado como meta de formatura ter um casamento fracassado ou terminar atrás das grades. A constatação de que pessoas brilhantes e com boas intenções acabavam arruinando suas vidas pessoais por pura falta de critérios claros levou Christensen a formular a palestra magistral que deu origem a este livro: como aplicar as melhores teorias de administração para garantir uma existência verdadeiramente feliz e íntegra.
