O mito do dom genético e a desconstrução do fracasso
Milhões de pessoas em todo o mundo carregam a crença frustrante de que aprender uma língua estrangeira exige um dom inato ou uma predisposição genética especial. No Brasil, é comum encontrar profissionais talentosos que passaram anos pagando mensalidades caras em escolas de idiomas tradicionais e, ao final do curso, ainda travam de vergonha na hora de pedir uma informação simples em um aeroporto ou participar de uma reunião de trabalho em inglês.
O poliglota irlandês Benny Lewis desconstrói esse mito a partir de sua própria experiência de vida. Formado em engenharia, ele viveu até o início da vida adulta convicto de que seu cérebro era incapaz de assimilar outro idioma, tendo sido reprovado em cursos escolares de irlandês e alemão. Tudo mudou quando ele percebeu que o problema nunca esteve na sua capacidade intelectual, mas sim no método acadêmico falho e engessado que tratava línguas como fórmulas matemáticas frias.
A premissa libertadora do livro é que idiomas não são matérias teóricas para serem decoradas e avaliadas em provas de múltipla escolha, mas meios vivos de conexão humana. Para aprender a falar com naturalidade, é preciso abandonar a postura passiva de estudante e adotar a atitude ativa de comunicador social desde o primeiro instante de estudo.
