O apelido que virou nome de livro
Um apresentador de programa de auditório nos Estados Unidos criou, nos anos 1980, o bordão de imitar o jeito de falar do astrônomo exagerando a pronúncia de número grande. A plateia riu tanto que a frase colou no nome do cientista, mesmo sem ele ter dito exatamente aquilo daquele jeito no programa de televisão que apresentava.
O autor abre a coletânea contando essa origem com bom humor, porque ela resume o assunto da primeira parte do livro: a dificuldade humana de sentir na pele o tamanho de um número grande, já que a maioria de nós não distingue bem um milhão de um bilhão só de ouvir.
No dia a dia brasileiro isso aparece direto: uma notícia fala em bilhão de reais de dívida pública, e o número passa batido, porque a cabeça não tem escala pra aquilo. É esse ponto cego que o livro se propõe a destravar logo na abertura.
