A origem na Intel e a lição de Andy Grove
No final dos anos 1970, o executivo Andy Grove liderou a Intel em um momento decisivo da tecnologia. Para estruturar o crescimento da empresa, Grove pegou o modelo clássico de administração por objetivos de Peter Drucker e fez alterações profundas, simplificando processos e exigindo uma cadência trimestral disciplinada. Em vez de relatórios anuais que ninguém lia, o método exigia responder duas perguntas básicas: onde queremos chegar e como vamos conferir se chegamos lá. Foi nos corredores da Intel que John Doerr assimilou essa filosofia e percebeu que aquele mecanismo de gestão tinha força para guiar qualquer organização rumo à excelência.
A estrutura criada recebeu o nome de OKR, unindo o Objetivo aos seus Resultados-Chave. O Objetivo funciona como uma bússola qualitativa e inspiradora, indicando o destino que a equipe precisa conquistar. Por sua vez, os Resultados-Chave são marcos quantitativos que medem o progresso até o alvo. A regra de Grove era rigorosa: se o resultado proposto não trouxer um número explícito, ele não é um resultado-chave, mas apenas um desejo solto. Em uma padaria de bairro, isso equivale a trocar a vontade vaga de melhorar o atendimento pela meta clara de reduzir a fila do caixa para três minutos e elevar o faturamento matinal em quinze por cento.
