O menino que buscava o invisível na agitação da Índia
Mukunda Lal Ghosh nasceu em 1893 em uma família bengalesa de classe média, com a estabilidade garantida pelo emprego respeitável de seu pai na ferrovia. Enquanto a maioria dos jovens de sua época se preocupava com notas escolares e futuro profissional, Mukunda sentia uma inquietação que nenhuma convenção social conseguia acalmar: a nítida intuição de que a realidade visível era apenas a casca superficial de algo muito mais profundo.
A perda precoce de sua mãe abriu uma ferida emocional imensa e acelerou sua busca espiritual. O garoto fugia de casa com frequência em direção ao Himalaia, convencido de que encontraria respostas nas cavernas dos eremitas. Em suas andanças pelas ruas de Calcutá e outras cidades sagradas, aproximou-se de todo tipo de asceta e místico errante, aprendendo cedo a separar truques de feira da serenidade autêntica. Essa teimosia infantil moldou a perseverança que ele mais tarde utilizaria para dialogar com o Ocidente.
