Um livro de 1971 que virou bandeira
Poucos livros latino-americanos tiveram vida política tão intensa. Publicado em 1971 pelo uruguaio Eduardo Galeano, As veias abertas da América Latina foi proibido por várias ditaduras do continente, circulou em cópias escondidas e passou décadas sendo lido em salas de aula, sindicatos e centros acadêmicos.
Não é um tratado acadêmico. É um ensaio de jornalista e escritor, que costura história econômica, reportagem e literatura para contar uma tese simples e dura: a América Latina é pobre não por falta de riqueza, mas porque a sua riqueza foi, e continua sendo, levada para outro lugar.
Neste resumo, vamos acompanhar o argumento por ciclos, da prata ao café, da borracha ao petróleo, e depois discutir o que o tempo fez com ele. Convém ler como interpretação apaixonada da história, com muitos fatos reais e também muitas escolhas de ênfase do autor.
