Depois de 1848: a revolução que deu errado
O livro começa onde o anterior terminou. Em 1848, a Europa tinha vivido uma onda de levantes, e todos falharam, de uma forma ou de outra. Os governos conservadores se recompuseram, e os revolucionários foram presos, exilados ou desiludidos. Hobsbawm vê aí um ponto de virada: o povo perdeu a rua, mas o dinheiro ganhou o século.
Curiosamente, os vencedores políticos acabaram fazendo boa parte do que os derrotados pediam. Governos conservadores adotaram medidas liberais, abriram o comércio e estimularam negócios. A política ficou mais calma, e a energia que antes ia pras barricadas foi desviada pra ferrovias, bancos e fábricas.
Esse é o tom do período: uma sociedade que, cansada de conflito, resolveu apostar no enriquecimento. O título do livro, A Era do Capital, resume a ideia: o capital, o dinheiro investido pra gerar mais dinheiro, passou a comandar a vida de países inteiros.
