Marketing é uma briga de percepção, não de produto
A ideia central do livro é simples de enunciar e difícil de aceitar: marketing não é uma guerra de produtos, é uma guerra de percepção. Não vence quem tem o melhor produto na prateleira, vence quem ocupa o melhor lugar na cabeça do cliente.
Pensa no boteco da esquina: o dono pode jurar que o salgado dele é mais fresco que o do concorrente duas quadras adiante, mas se o cliente já decidiu, na cabeça, que aquele outro bar é o point do bairro, a receita química do salgado não muda o resultado.
Isso também explica por que ser o primeiro na mente do cliente pesa mais do que ser o primeiro na prateleira: não importa quando o produto chegou na loja, importa quando ele entrou na cabeça do cliente como referência daquele tipo de coisa. É por isso que um nome vira sinônimo da categoria inteira, tipo pedir gilete pra qualquer lâmina de barbear, mesmo comprando outra marca.
