15 minutos
Capa do resumo de Aprenda a Viver o Agora

Espiritualidade · 15 min

Aprenda a Viver o Agora

Monja Coen · 2019

Para quem é

Para quem vive angustiado com o futuro, preso a arrependimentos do passado e sente que a vida está escorrendo pelos dedos no piloto automático. É uma leitura acolhedora e prática para quem deseja cultivar paz mental, foco e compaixão no meio da correria do cotidiano brasileiro.

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3 ideias pra levar

1

A maior parte do sofrimento humano decorre do descompasso de viver preso a culpas passadas ou a pânicos futuros.

2

Fazer pausas para tres respiracoes conscientes pelo abdomen acalma o sistema nervoso e evita reacoes impensadas.

3

O ato de cuidar do lar com atencao plena transforma a limpeza fisica em uma purificacao da propria mente.

“
O passado e uma memoria que ja se desfez e o futuro e apenas uma projecao que ainda nao existe.
Uma ideia de Aprenda a Viver o Agora, nas palavras do 15 minutos

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A prisão mental do passado e do futuro

A esmagadora maioria dos sofrimentos e angústias que torturam a mente humana não acontece no mundo real, mas no palco imaginário dos nossos pensamentos. Passamos horas preciosas do dia remoendo conversas que já aconteceram, alimentando culpas por escolhas antigas ou nos apavorando com cenários catastróficos sobre o que poderá dar errado no mês que vem.

Monja Coen abre seu livro com um lembrete direto e compassivo: o passado é uma memória que já se desfez como fumaça no vento, e o futuro é apenas uma projeção mental que ainda não existe. O único território onde a vida de fato pulsa, onde o coração bate e onde temos o poder concreto de agir é o momento presente, o aqui e o agora.

No cotidiano brasileiro, vemos o custo dessa desatenção no almoço de domingo da família: as pessoas sentam-se à mesa ao redor de um prato apetitoso, mas estão com os olhos colados na tela do celular conferindo mensagens de trabalho ou fofocas de internet. O corpo está fisicamente presente na sala, mas a mente vagueia perdida em terras distantes, roubando a beleza do encontro real.

O zazen como laboratório de quietude

Para resgatar a mente dessa dispersão crônica, a tradição milenar do zen budismo oferece a prática fundamental do zazen, a meditação sentada silenciosa. Diferente do que muitos imaginam, meditar não é tentar forçar a mente a ficar em branco ou apagar os pensamentos à força, o que seria uma tarefa biologicamente impossível.

O zazen consiste em sentar-se com a coluna ereta, relaxar os ombros, manter os olhos entreabertos voltados para o chão e repousar a atenção no fluxo natural da respiração consciente. Quando um pensamento de preocupação ou uma memória surgir na cabeça, você não briga com ele e não se apega a ele; apenas observa a ideia passar como uma nuvem passageira que cruza o céu azul.

Essa postura desenvolve a capacidade soberana de não reagir no piloto automático. No ambiente corporativo ou no trânsito das grandes capitais, treinar o zazen ensina a pessoa a criar um espaço de pausa entre a provocação de um colega e a sua resposta, permitindo escolher a serenidade em vez de explodir em raiva descontrolada.

A sabedoria libertadora da impermanência

Um dos pilares conceituais mais luminosos transmitidos por Monja Coen é a verdade universal da impermanência de todas as coisas da vida. No cosmos, nada é estático, congelado ou eterno: as estações mudam, as árvores perdem as folhas no outono, os corpos envelhecem e os sentimentos oscilam continuamente.

O sofrimento agudo nasce da nossa ilusão teimosa de querer agarrar o que é passageiro. Tentamos congelar momentos de euforia juvenil ou nos desesperamos achando que uma fase de tristeza durará para sempre. Acolher a impermanência traz um alívio imediato: a dor que você está enfrentando hoje no peito vai passar, assim como as fases difíceis do passado também ficaram para trás.

Essa consciência não conduz ao desânimo cínico, mas a uma gratidão renovada por cada instante. Saber que a xícara de porcelana que você segura um dia vai se quebrar faz com que você a manuseie com mais delicadeza; saber que o abraço do seu parceiro ou dos seus pais é finito faz com que você abrace com inteireza e amor verdadeiro hoje.

Faltam 9 seções e o quiz

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Sobre Monja Coen

Monja Coen Roshi é a mais conhecida e influente líder budista do Brasil. É a primaz fundadora da Comunidade Zen Budista com sede no bairro do Pacaembu, em São Paulo. Iniciada na tradição Soto Zen no Japão, viveu como monja em mosteiros tradicionais por mais de doze anos. Tornou-se uma das vozes mais respeitadas do país na defesa da não violência, da cultura de paz e da espiritualidade laica, sendo autora de dezenas de best-sellers aclamados.

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Categoria:
Espiritualidade
Faz parte das Jornadas:
Soltar a mente